SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2020
Homem, 63 anos, em pós-operatório de colectomia total. Evolui com íleo paralítico prolongado e hiponatremia (Na: 123 mEq/L). Nessa situação, a hiponatremia seria
Íleo paralítico → Sequestro de líquido → Hipovolemia → ↑ADH → Hiponatremia Hipotônica.
O íleo prolongado causa sequestro de líquidos no terceiro espaço, levando à hipovolemia efetiva, que estimula a secreção de ADH e retenção de água livre.
A hiponatremia é o distúrbio eletrolítico mais comum no período pós-operatório. Em pacientes submetidos a grandes cirurgias abdominais, como a colectomia, o desenvolvimento de íleo paralítico resulta em um sequestro significativo de fluidos para o lúmen intestinal. Esse fenômeno reduz o volume circulante efetivo, o que é detectado pelos barorreceptores, desencadeando a liberação não osmótica de hormônio antidiurético (ADH). O ADH atua nos ductos coletores renais promovendo a reabsorção de água livre, o que dilui o sódio sérico, resultando em uma hiponatremia hipotônica e hipovolêmica. O tratamento deve focar na restauração da volemia com soluções isotônicas, o que suprime o estímulo para a secreção de ADH e permite a excreção da água em excesso.
O íleo leva ao acúmulo de fluidos e eletrólitos na luz intestinal (terceiro espaço), reduzindo o volume intravascular efetivo e ativando o ADH, que retém água.
A avaliação clínica do status volêmico (turgor cutâneo, pressão arterial, PVC) e a análise do sódio urinário são fundamentais para distinguir as duas condições.
A correção excessivamente rápida (especialmente se > 8-10 mEq/L em 24h) pode levar à síndrome de desmielinização osmótica, uma complicação neurológica grave.
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