PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2022
Mulher de 35 anos é admitida na enfermaria com vômitos e diarreia persistentes. A equipe médica da enfermaria prescreveu quatro bolsas de 1L de dextrose a 5% para serem administradas ao longo de 8 horas para cada bolsa. Dois dias depois, são feitas análises de sangue e constata-se que ela tem sódio de 125mmol / L, que caiu de 135. O balanço hídrico no período foi positivo. Qual seria a opção de tratamento mais adequada para essa paciente?
Hiponatremia + balanço hídrico positivo + infusão de Dextrose 5% → Hiponatremia dilucional = Restrição de fluidos.
A infusão de grandes volumes de dextrose a 5% (solução hipotônica) em um paciente com vômitos e diarreia (que já pode ter depleção de volume e estímulo à ADH) pode levar a hiponatremia dilucional, especialmente com balanço hídrico positivo. A conduta inicial para hiponatremia hipo ou euvolêmica assintomática é a restrição hídrica.
A hiponatremia é um distúrbio eletrolítico comum, definido como sódio sérico abaixo de 135 mmol/L, e pode ser classificada em hipovolêmica, euvolêmica ou hipervolêmica. A hiponatremia dilucional, como a apresentada no caso, ocorre quando há um excesso de água livre no organismo em relação ao sódio, resultando em uma concentração sérica de sódio diminuída. É frequentemente iatrogênica, causada pela administração de grandes volumes de fluidos hipotônicos, como a dextrose a 5%, especialmente em pacientes com fatores de risco como vômitos, diarreia, pós-operatório ou uso de diuréticos. A fisiopatologia envolve a retenção de água livre, que pode ser exacerbada pela secreção de hormônio antidiurético (ADH) em resposta a estímulos não osmóticos (dor, estresse, náuseas, hipovolemia). A dextrose a 5% é uma solução que, após a metabolização da glicose, se comporta como água livre, diluindo o sódio sérico se administrada em excesso. O balanço hídrico positivo, como observado na paciente, é um forte indicativo de sobrecarga hídrica e diluição. O tratamento da hiponatremia dilucional assintomática com balanço hídrico positivo é a restrição de fluidos. Isso permite que o corpo excrete o excesso de água e normalize o sódio sérico. A correção deve ser gradual para evitar a síndrome de desmielinização osmótica. Soluções salinas hipertônicas são reservadas para hiponatremia grave e sintomática, enquanto soluções isotônicas podem não ser eficazes e até agravar a sobrecarga hídrica em pacientes euvolêmicos ou hipervolêmicos.
A hiponatremia dilucional ocorre quando há um excesso de água livre em relação ao sódio corporal total, resultando na diluição do sódio sérico. Isso pode acontecer por ingestão excessiva de água, infusão de fluidos hipotônicos (como dextrose 5%) ou condições que aumentam a secreção de ADH.
A dextrose a 5% é uma solução isotônica no frasco, mas após a metabolização da glicose, ela se torna essencialmente água livre. A infusão de grandes volumes dessa solução pode diluir o sódio sérico, especialmente em pacientes com capacidade renal comprometida ou secreção inapropriada de ADH.
A conduta inicial mais adequada é a restrição de fluidos. Isso visa reduzir o excesso de água livre no corpo e permitir que os rins excretem o excesso de água, aumentando a concentração de sódio sérico. A correção deve ser lenta para evitar a síndrome de desmielinização osmótica.
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