Hiponatremia na Cetoacidose Diabética: Correção e Manejo

USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2015

Enunciado

Menino, 6 anos, há três dias apresentando dor abdominal difusa, com 1 episódio de vômito, sem alterações do hábito intestinal. Mãe refere que nos últimos meses criança emagreceu 2 kg, apesar de estar comendo muito bem. Refere ainda que está acordando a noite para urinar frequentemente e como a criança está mais apática, veio ao atendimento de emergência com o seguinte quadro: obnubilado, FR = 40 irpm, sem esforço respiratório, palidez cutânea, dor abdominal difusa à palpação, sem sinais de peritonismo. Olhos encovados, saliva espessa. Glicemia: 700 mg/dl. Gasometria em ar ambiente com PH = 7,1; PO2 = 100 mmHg; PCO2 = 20 mmHg; HCO3 = 5; BE = -20; Sat. = 98%. Sódio: 125 mEq/L. Foi feito o diagnóstico de cetoacidose diabética e iniciado soro de hidratação endovenoso e esquema de insulina. Em relação à hiponatremia deste paciente, é CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) O valor real está abaixo de 120 mEq/L e, portanto, existem chances elevadas de evoluir para edema cerebral.
  2. B) O valor real é de aproximadamente 135 mEq/L e, portanto, devemos apenas observar a variação deste sódio conforme o controle da glicemia.
  3. C) O valor é real e devemos manter a observação da variação de sódio conforme o controle da glicemia.
  4. D) O valor real é de aproximadamente 130 mEq/L e devemos fazer medidas de proteção para o edema cerebral para que não caia mais do que 12 mEq/dia.

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