Hiponatremia: Diagnóstico, Tipos e Correção Segura

UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2020

Enunciado

A hiponatremia é definida como uma concentração plasmática de sódio menor que 136 mEq/L, e, apesar de frequentemente representar um estado de hipotonicidade plasmática, pode também estar associado à tonicidade plasmática normal ou alta. Sobre o tema, marque a alternativa ERRADA:

Alternativas

  1. A) É o distúrbio eletrolítico mais comum em pacientes hospitalizados, com incidência que varia de 15% - 30%.
  2. B) A hiponatremia pode ser secundária a dois mecanismos: diminuição da excreção renal ou entrada em excesso de água livre no fluído extracelular.
  3. C) Na ausência de alterações de volemia, a hiponatremia pode ser secundária à secreção inapropriada de hormônio antidiurético ou a um reajuste - dos osmorreceptores.
  4. D) Na hiponatremia aguda, o paciente pode evoluir com manifestações neurológicas que podem variar desde náusea, vômito, cefaleia e letargia, até convulsão, coma e parada respiratória.
  5. E) No tratamento, a elevação na concentração do sódio deve ser calculada acima de 7mEq/L por 3 horas, em pacientes com sintomas graves.

Pérola Clínica

Correção de hiponatremia grave: Elevação de sódio NÃO deve exceder 8-10 mEq/L em 24h para evitar desmielinização osmótica.

Resumo-Chave

A correção da hiponatremia, especialmente em casos graves, deve ser lenta e gradual para evitar a síndrome de desmielinização osmótica. A elevação máxima recomendada do sódio plasmático geralmente não deve exceder 8-10 mEq/L em 24 horas, e não 7 mEq/L em 3 horas.

Contexto Educacional

A hiponatremia, definida como uma concentração plasmática de sódio inferior a 136 mEq/L, é o distúrbio eletrolítico mais comum em pacientes hospitalizados, com uma incidência significativa. Embora frequentemente associada à hipotonicidade plasmática, é importante reconhecer que pode ocorrer com tonicidade plasmática normal (pseudohiponatremia) ou alta (hiponatremia hiperglicêmica). A compreensão de sua fisiopatologia e manejo é crucial para evitar complicações graves. A hiponatremia pode ser secundária a diversos mecanismos, incluindo a diminuição da excreção renal de água livre ou a entrada excessiva de água livre no fluido extracelular. Na ausência de alterações de volemia, a causa mais comum é a secreção inapropriada de hormônio antidiurético (SIADH) ou um reajuste dos osmorreceptores. As manifestações clínicas variam de acordo com a gravidade e a velocidade de instalação da hiponatremia. Na hiponatremia aguda, os sintomas neurológicos podem ser graves e rapidamente progressivos, incluindo náuseas, vômitos, cefaleia, letargia, convulsões, coma e até parada respiratória. O tratamento da hiponatremia deve ser cuidadosamente planejado para evitar a síndrome de desmielinização osmótica (mielinólise pontina central), uma complicação neurológica devastadora causada pela correção muito rápida do sódio, especialmente em casos crônicos. As diretrizes atuais recomendam que a elevação da concentração de sódio não exceda 8-10 mEq/L em 24 horas, e não mais que 18 mEq/L em 48 horas, mesmo em pacientes com sintomas graves. A alternativa que sugere uma elevação de 7 mEq/L em 3 horas é incorreta, pois representa uma taxa de correção excessivamente rápida e perigosa.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais riscos da correção rápida da hiponatremia?

O principal risco da correção rápida da hiponatremia, especialmente em casos crônicos, é a síndrome de desmielinização osmótica (mielinólise pontina central), que pode causar danos neurológicos permanentes.

Como a hiponatremia é classificada quanto à volemia?

A hiponatremia pode ser classificada em hipovolêmica (perda de sódio e água, com maior perda de sódio), euvolêmica (excesso de água livre, como na SIADH) e hipervolêmica (excesso de sódio e água, com maior excesso de água, como na insuficiência cardíaca).

Quais são os sintomas de hiponatremia grave?

Sintomas de hiponatremia grave incluem náuseas, vômitos, cefaleia, letargia, confusão mental, convulsões, coma e, em casos extremos, parada respiratória.

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