HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2025
A correção rápida da hiponatremia (>12 mEq/L/24 h) deve ser evitada por causa do risco remoto de:
Correção rápida de hiponatremia (>12 mEq/L/24h) → risco de mielinólise pontina central.
A correção excessivamente rápida da hiponatremia, especialmente em pacientes com hiponatremia crônica, pode levar à mielinólise pontina central (síndrome de desmielinização osmótica), uma complicação neurológica grave devido à rápida saída de água das células cerebrais.
A hiponatremia, definida como sódio sérico abaixo de 135 mEq/L, é o distúrbio eletrolítico mais comum em pacientes hospitalizados. Seu manejo inadequado, especialmente a correção rápida, pode levar a complicações neurológicas graves, sendo um tópico de grande importância para a prática médica. A mielinólise pontina central (MPC) é a complicação mais temida da correção rápida da hiponatremia. Ela ocorre devido à rápida saída de água das células cerebrais, que já se adaptaram a um ambiente hipotônico, resultando em desidratação e lesão dos oligodendrócitos, principalmente na ponte. Fatores de risco incluem hiponatremia crônica, desnutrição, alcoolismo e doença hepática avançada. O tratamento da hiponatremia deve ser gradual e monitorado, com o objetivo de elevar o sódio sérico lentamente para evitar a MPC. A taxa de correção não deve exceder 8-12 mEq/L nas primeiras 24 horas. Em casos de hiponatremia grave com sintomas neurológicos agudos, uma correção inicial mais rápida pode ser necessária, mas sempre com cautela e monitoramento rigoroso.
O principal risco é o desenvolvimento da mielinólise pontina central, também conhecida como síndrome de desmielinização osmótica, uma condição neurológica grave e potencialmente irreversível.
Os sintomas podem incluir disartria, disfagia, tetraparesia, paralisia pseudobulbar, e em casos graves, coma e morte, geralmente aparecendo dias após a correção rápida do sódio.
A velocidade recomendada é de não exceder 8-12 mEq/L nas primeiras 24 horas e não mais que 18 mEq/L em 48 horas, especialmente em casos de hiponatremia crônica, para permitir a adaptação osmótica cerebral.
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