SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Leia o caso a seguir: Paciente do sexo masculino, 54 anos, casado, procurou serviço de endocrinologia com queixa de diminuição de libido associada à disfunção erétil, humor deprimido e sensação de falta de energia. Foram solicitados exames gerais e para avaliação do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal. De acordo com os guidelines da Endocrine Society, qual ponto de corte define baixo nível de testosterona total?
Deficiência de testosterona (Endocrine Society) = Testosterona total < 264 ng/dL.
O diagnóstico de hipogonadismo requer a presença de sintomas clínicos consistentes associados a níveis de testosterona total persistentemente baixos em pelo menos duas dosagens matinais.
O hipogonadismo masculino é uma síndrome clínica e bioquímica. A padronização dos ensaios laboratoriais levou a Endocrine Society a definir 264 ng/dL como o limite inferior da normalidade. É fundamental que o clínico correlacione o dado laboratorial com sintomas como redução da libido, disfunção erétil e perda de energia, além de excluir doenças agudas que podem suprimir temporariamente o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal.
Segundo a Endocrine Society, o ponto de corte para definir níveis baixos de testosterona total é de 264 ng/dL (9,2 nmol/L), baseado em valores harmonizados de homens jovens e saudáveis.
A secreção de testosterona segue um ritmo circadiano, com picos nas primeiras horas da manhã. Coletas vespertinas podem resultar em valores falsamente baixos, especialmente em homens jovens.
A testosterona livre deve ser dosada quando a testosterona total está em níveis limítrofes (200-400 ng/dL) ou quando há suspeita de alteração na SHBG (proteína carregadora de hormônios sexuais), como em obesos ou idosos.
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