SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
O Hipogonadismo Masculino, também conhecido como Deficiência de Testosterona, é um distúrbio associado à diminuição da atividade funcional dos testículos, com diminuição da produção de andrógenos e/ou produção prejudicada de espermatozoides. Pode afetar adversamente as funções de múltiplos órgãos e a qualidade de vida. A prevalência aumenta com a idade. O hipogonadismo de início tardio (HIT), aquele detectado na vida adulta, necessita de avaliação especifica. Na avaliação diagnóstica do HIT, é recomendado:
Diagnóstico de HIT = Sintomas sugestivos + Testosterona Total < 12 nmol/L (350 ng/dL) em duas ocasiões.
O diagnóstico de hipogonadismo no adulto requer a combinação de sintomas clínicos e confirmação laboratorial com dosagens matinais repetidas para mitigar a variabilidade biológica.
O hipogonadismo de início tardio (HIT) é uma síndrome clínica e bioquímica associada ao envelhecimento. Diferente do hipogonadismo primário ou secundário clássico, o HIT apresenta uma queda gradual dos níveis de testosterona. O manejo exige cautela para não medicalizar o envelhecimento normal, focando em pacientes que apresentam sintomas persistentes (como queda de libido e disfunção erétil) associados a níveis laboratorias comprovadamente baixos em múltiplas amostras.
As diretrizes internacionais, como as da ISA e EAU, sugerem que um nível de testosterona total abaixo de 12 nmol/L (aproximadamente 350 ng/dL) é um limiar confiável para o diagnóstico em pacientes sintomáticos.
A secreção de testosterona segue um ritmo circadiano, com picos nas primeiras horas da manhã. Coletas vespertinas podem resultar em valores falsamente baixos, levando a diagnósticos errôneos de hipogonadismo.
A testosterona livre deve ser calculada quando os níveis de testosterona total estão limítrofes (entre 8 e 12 nmol/L) ou quando há suspeita de alteração na SHBG (globulina ligadora de hormônios sexuais), como em obesos ou idosos.
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