FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2022
Mulher com 30 anos, I gesta I para, parto cesárea há 8 anos, vida sexual normal, vem apresentando diminuição do fluxo menstrual há 1 ano e parou de menstruar há 8 meses. Ao exame clínico, tem vagina hipotrófica. Fez beta-hCG que foi negativo, FSH e LH baixos, PRL normal. Frente a esse quadro clínico e laboratorial, o diagnóstico é
Amenorreia + FSH/LH baixos + PRL normal → Hipogonadismo Hipogonadotrófico (problema hipotálamo/hipófise).
A presença de amenorreia secundária com níveis baixos de FSH e LH, e prolactina normal, indica uma falha na produção de gonadotrofinas pela hipófise ou na secreção de GnRH pelo hipotálamo. Isso resulta em baixa estimulação ovariana e, consequentemente, baixos níveis de estrogênio, manifestando-se clinicamente como atrofia vaginal.
A amenorreia secundária é a ausência de menstruação por pelo menos 3 ciclos ou 6 meses em mulheres que já menstruaram. O hipogonadismo hipogonadotrófico, caracterizado por baixos níveis de FSH e LH, é uma causa importante e indica uma disfunção no eixo hipotálamo-hipófise, que não está estimulando adequadamente os ovários. É fundamental para residentes compreenderem a fisiologia do ciclo menstrual e a cascata hormonal para interpretar corretamente os exames laboratoriais e chegar ao diagnóstico preciso. A etiologia pode variar desde estresse e exercício excessivo até tumores hipofisários ou síndromes genéticas. A identificação precoce é crucial para preservar a fertilidade e prevenir complicações a longo prazo, como osteoporose. O diagnóstico envolve uma anamnese detalhada, exame físico e exames laboratoriais, incluindo beta-hCG, FSH, LH, prolactina e TSH. O tratamento depende da causa subjacente e pode incluir terapia hormonal de reposição, correção de distúrbios alimentares ou cirurgia em casos de tumores. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas a infertilidade pode ser uma preocupação para algumas pacientes. A compreensão desses conceitos é vital para a prática clínica e para o sucesso em provas de residência.
Os sinais incluem amenorreia (ausência de menstruação), oligomenorreia, infertilidade, diminuição da libido, e sintomas de deficiência estrogênica como atrofia vaginal, ondas de calor e osteopenia. A idade de início e a causa subjacente podem variar os sintomas.
A diferenciação é feita principalmente pela dosagem hormonal. No hipogonadismo hipogonadotrófico, FSH e LH são baixos ou normais-baixos, enquanto na falência ovariana (hipogonadismo hipergonadotrófico), FSH e LH são elevados. A prolactina deve ser dosada para excluir hiperprolactinemia, e o TSH para disfunção tireoidiana.
A dosagem de FSH e LH é crucial para determinar a origem da amenorreia. Níveis baixos indicam um problema central (hipotálamo/hipófise), enquanto níveis elevados sugerem uma falha ovariana primária. Isso direciona a investigação para a causa subjacente e o tratamento adequado.
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