Hipoglicemia Neonatal Transitória: Causas e Manejo

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2023

Enunciado

Assinale a alternativa correta acerca dos seguintes temas: síndrome de Cushing, obesidade na população pediátrica, crianças com dislipidemia familiar homozigótica, deficiência de leptina e hipoglicemia transitória neonatal.

Alternativas

  1. A) Crianças com síndrome de Cushing cursam com obesidade, alta estatura e avanço de idade óssea. 
  2. B) Z escore do IMC acima de 2 desvio-padrão define obesidade na população pediátrica menor de 5 anos.
  3. C) Crianças com colesterol LDL acima de 110 mg/dL devem ser investigadas quanto à dislipidemia familiar homozigótica.
  4. D) Deficiência de leptina é a causa mais comum de obesidade monogênica.
  5. E) Prematuridade, retardo de crescimento intrauterino e ser filho de mãe diabética são causas de hipoglicemia transitória neonatal. 

Pérola Clínica

Hipoglicemia neonatal transitória → prematuridade, RCIU, filho de mãe diabética.

Resumo-Chave

A hipoglicemia transitória neonatal é comum em recém-nascidos com reservas energéticas limitadas ou aumento do consumo de glicose, como prematuros, RCIU e filhos de mães diabéticas devido ao hiperinsulinismo. O reconhecimento precoce é crucial para evitar sequelas neurológicas.

Contexto Educacional

A hipoglicemia transitória neonatal é uma condição metabólica comum em recém-nascidos, caracterizada por níveis baixos de glicose no sangue que se resolvem espontaneamente em poucos dias ou semanas. Sua importância clínica reside no risco de lesão cerebral permanente se não for prontamente identificada e tratada, sendo um tema frequente em provas de residência e crucial na prática pediátrica. A fisiopatologia envolve um desequilíbrio entre a oferta e o consumo de glicose. Fatores de risco incluem prematuridade (reservas de glicogênio limitadas), retardo de crescimento intrauterino (RCIU) (baixas reservas e aumento do consumo), e ser filho de mãe diabética (hiperinsulinismo fetal crônico). O diagnóstico é feito pela dosagem da glicemia capilar ou plasmática, e a suspeita clínica deve ser alta em neonatos de risco. O tratamento inicial consiste na oferta de glicose, seja por via oral (leite materno/fórmula) ou intravenosa (dextrose), dependendo da gravidade e da capacidade de alimentação do bebê. O prognóstico é excelente com manejo adequado, mas a falha em tratar pode levar a convulsões, coma e sequelas neurológicas a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para hipoglicemia transitória neonatal?

Os principais fatores de risco incluem prematuridade, retardo de crescimento intrauterino (RCIU), ser filho de mãe diabética (devido ao hiperinsulinismo fetal) e asfixia perinatal.

Qual o valor de glicemia que define hipoglicemia em recém-nascidos?

Embora haja variações, geralmente valores de glicemia plasmática abaixo de 40-45 mg/dL nas primeiras 24-72 horas de vida são considerados hipoglicemia, exigindo intervenção.

Como a síndrome de Cushing se manifesta em crianças?

Crianças com síndrome de Cushing geralmente apresentam obesidade centrípeta, baixa estatura (não alta estatura), retardo de idade óssea (não avanço), hipertensão e estrias violáceas.

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