INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2021
Menino, 4 anos, com DM tipo 1, é levado à emergência com palidez, taquicardia, sudorese profusa, tremores e irritabilidade. Mãe refere: história de tosse produtiva; obstrução nasal; febre não aferida (3 picos/dia), há 72 horas; astenia e recusa alimentar. A hipótese diagnóstica mais provável para esta criança é:
Criança com DM1 + sintomas neuroglicopênicos/autonômicos + recusa alimentar e insulinoterapia → Hipoglicemia.
Os sintomas apresentados (palidez, taquicardia, sudorese, tremores, irritabilidade) são clássicos de hipoglicemia. Em uma criança com DM1, a recusa alimentar associada à manutenção da insulinoterapia (mesmo com doses ajustadas) e a presença de uma infecção (que pode alterar o metabolismo) aumentam significativamente o risco de hipoglicemia.
A hipoglicemia é uma complicação aguda comum e potencialmente grave do Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1), especialmente em crianças. Ela ocorre quando os níveis de glicose no sangue caem abaixo do normal, geralmente como resultado de um desequilíbrio entre a dose de insulina administrada, a ingestão de carboidratos e o nível de atividade física. Em crianças pequenas, os sintomas podem ser inespecíficos, mas os sinais autonômicos (sudorese, taquicardia, tremores) e neuroglicopênicos (irritabilidade, confusão, sonolência) são marcadores importantes. No caso clínico apresentado, a criança com DM1 está em um contexto de doença (tosse, febre, obstrução nasal) que levou à recusa alimentar. A manutenção da insulinoterapia, mesmo que em doses habituais ou ligeiramente reduzidas, sem a ingestão adequada de carboidratos, é um fator de risco primário para hipoglicemia. A febre e a infecção em si também podem aumentar o gasto energético e a sensibilidade à insulina, contribuindo para a queda da glicemia. É crucial que pais e profissionais de saúde estejam atentos aos sinais de hipoglicemia e saibam como agir rapidamente, administrando carboidratos de ação rápida. A educação sobre o manejo da doença em dias de doença (sick day rules) é fundamental para prevenir tanto a hipoglicemia quanto a cetoacidose diabética, que também pode ocorrer em contextos de infecção, mas com um quadro clínico distinto.
Os sinais e sintomas de hipoglicemia em crianças com DM1 incluem palidez, sudorese, tremores, taquicardia, irritabilidade, confusão, sonolência, dor de cabeça e, em casos graves, convulsões ou perda de consciência.
Em pacientes com DM1, a insulina é administrada para cobrir a ingestão de carboidratos. Se a criança recusa alimentos, mas a dose de insulina não é ajustada adequadamente, a insulina em excesso pode reduzir drasticamente os níveis de glicose no sangue, levando à hipoglicemia.
Infecções podem causar tanto hiperglicemia (devido ao estresse e liberação de hormônios contrarreguladores) quanto hipoglicemia (devido à recusa alimentar, vômitos ou diarreia, e aumento do gasto energético). É crucial monitorar a glicemia de perto durante doenças.
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