HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2024
Recém-nascido a termo, de parto cesárea, sexo masculino, APGAR 8-9 respectivamente, peso: 3.400g, apresenta boas condições de vitalidade e o pré-natal ocorreu sem intercorrências. Com 10 horas de vida, foi apontado pela auxiliar de enfermagem ao médico de plantão do alojamento conjunto como tendo mamado muito pouco em duas ocasiões. Segundo as anotações de enfermagem o recém-nascido dorme muito. O teste de glicemia à beira do leito resultou em 45mg/dl. A conduta adequada neste caso consiste em:
RN a termo saudável com glicemia 45mg/dL e sonolência precoce → estimular mamada em demanda, sem suplementação ou glicemia de rotina.
Em recém-nascidos a termo saudáveis, sem fatores de risco para hipoglicemia, uma glicemia capilar entre 40-45 mg/dL nas primeiras 24 horas de vida, especialmente se assintomática e com boa vitalidade, não exige intervenção agressiva. O foco deve ser estimular a amamentação eficaz e em demanda, pois a sonolência pode ser fisiológica nas primeiras horas.
A hipoglicemia neonatal é uma das alterações metabólicas mais comuns no período neonatal, definida por níveis de glicose plasmática abaixo do necessário para suprir as demandas metabólicas cerebrais. Embora a definição exata possa variar, valores abaixo de 40-45 mg/dL nas primeiras 24 horas de vida em RNs a termo saudáveis são frequentemente considerados limítrofes, mas nem sempre patológicos. É crucial diferenciar a adaptação fisiológica do recém-nascido de uma condição que requer intervenção, especialmente para residentes e estudantes de pediatria. A fisiopatologia da hipoglicemia neonatal envolve um desequilíbrio entre a produção e o consumo de glicose. Fatores de risco incluem prematuridade, baixo peso ao nascer, macrossomia, mãe diabética, asfixia perinatal e sepse. Em um recém-nascido a termo saudável, sem fatores de risco, a sonolência e uma glicemia capilar de 45 mg/dL nas primeiras 10 horas de vida podem ser parte da adaptação normal, desde que o bebê apresente boa vitalidade e seja estimulado a mamar. O diagnóstico diferencial da sonolência inclui a hipoglicemia patológica, mas também a sedação materna por medicamentos no parto ou a adaptação normal. A conduta em recém-nascidos a termo saudáveis com glicemia limítrofe e sonolência deve focar no estabelecimento do aleitamento materno exclusivo e em demanda. Estimular o bebê a mamar frequentemente e de forma eficaz é a primeira linha de tratamento. A suplementação com fórmula ou soro glicosado deve ser reservada para casos de hipoglicemia sintomática, persistente ou em RNs com fatores de risco e níveis glicêmicos mais baixos. Evitar intervenções desnecessárias é fundamental para promover o sucesso da amamentação e evitar a medicalização de um processo fisiológico.
Para um recém-nascido a termo saudável, valores de glicemia capilar acima de 40-45 mg/dL são geralmente considerados aceitáveis nas primeiras 24 horas de vida, especialmente se o bebê estiver assintomático e mamando bem. A adaptação metabólica inicial pode cursar com níveis mais baixos.
A suplementação é indicada para recém-nascidos com hipoglicemia sintomática, ou para aqueles com hipoglicemia persistente ou grave (geralmente < 25-30 mg/dL) mesmo após tentativas de amamentação eficaz, ou em RNs com fatores de risco importantes para hipoglicemia.
A sonolência fisiológica é comum nas primeiras horas de vida, mas o RN deve ser responsivo e apresentar períodos de alerta para mamar. A sonolência por hipoglicemia geralmente é acompanhada de outros sinais como tremores, hipotonia, irritabilidade ou dificuldade respiratória, e o RN pode ser difícil de despertar.
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