HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2023
Uma das mais difíceis e complexas mudanças relacionadas ao nascimento é a transição abrupta para o feto de uma dependência total de suprimento da glicose materna para uma total independência desta, após a ligadura do cordão umbilical. Sobre os distúrbios metabólicos do recém-nascido, é CORRETO afirmar que:
Hipoglicemia neonatal: prevenção e monitoramento rigoroso da glicemia em RN de risco (pré-termo, PIG) são cruciais.
A transição metabólica pós-nascimento exige atenção especial à glicemia do RN, especialmente em grupos de risco. A monitorização escalonada e a intervenção precoce são fundamentais para prevenir sequelas neurológicas, visto que os sinais são inespecíficos.
A hipoglicemia neonatal é um distúrbio metabólico comum e potencialmente grave, especialmente em recém-nascidos de risco. Sua prevalência varia, mas é crucial devido ao risco de lesão cerebral permanente se não tratada. A transição metabólica abrupta após o nascimento exige adaptação do RN, que pode ser comprometida em condições de estresse ou imaturidade. O diagnóstico é laboratorial, mas a suspeição clínica é vital, pois os sintomas são inespecíficos e podem mimetizar outras patologias. Fatores de risco incluem prematuridade, PIG, macrossomia, asfixia e hipotermia. A fisiopatologia envolve a incapacidade do RN de manter a glicemia devido a reservas insuficientes de glicogênio ou aumento do consumo metabólico. O tratamento visa normalizar a glicemia e prevenir recorrências, sendo a prevenção a melhor abordagem, com monitoramento rigoroso em RN de risco. A intervenção pode incluir alimentação precoce, infusão de glicose intravenosa ou ajuste da dieta. O prognóstico depende da detecção e tratamento precoces, minimizando sequelas neurológicas.
Os sinais são inespecíficos e incluem abalos, letargia, sucção vigorosa, apneia, cianose, dificuldade respiratória e convulsões, podendo ser confundidos com outras condições.
Em pré-termos ou PIGs, o controle glicêmico deve ser feito em 3, 6, 12 e 24 horas, e depois a cada 8-12 horas, conforme protocolo da unidade, para detecção precoce.
Fatores incluem prematuridade, ser pequeno para idade gestacional (PIG), macrossomia (filhos de mães diabéticas), asfixia perinatal, hipotermia e infecções.
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