FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025
Recém-nascido prematuro tardio de 36 6/7 semanas nascido por descompensação materna de Diabetes Gestacional, com peso de nascimento de 3920g e APGAR 8/9.Realizada glicemia capilar na 1ª hora de vida com 35 mg/dl, orientado aleitamento materno e novo controle glicêmico após 1 hora com 24 mg/dl. Qual a melhor conduta para esta caso:
Hipoglicemia persistente ou < 25 mg/dL → Bolus de Glicose 10% (2ml/kg) + VIG 6-8 mg/kg/min.
Recém-nascidos de risco com hipoglicemia persistente após tentativa de alimentação oral necessitam de intervenção parenteral imediata para evitar dano neurológico.
A hipoglicemia neonatal é uma das complicações metabólicas mais frequentes. No filho de mãe diabética, a hiperglicemia materna crônica leva à hiperinsulinemia fetal. Após o clampeamento do cordão, o aporte de glicose cessa, mas os níveis de insulina permanecem altos, causando queda rápida da glicemia. O manejo segue protocolos baseados na estabilidade clínica e nos valores laboratoriais. Valores abaixo de 25 mg/dL na primeira hora ou persistência após alimentação indicam necessidade de glicose endovenosa para manter a homeostase cerebral.
Os principais grupos de risco incluem filhos de mães diabéticas (devido ao hiperinsulinismo fetal), recém-nascidos pequenos para a idade gestacional (PIG), grandes para a idade gestacional (GIG) e prematuros tardios.
O 'push' ou bolus deve ser feito com Glicose a 10% na dose de 2 ml/kg (200 mg/kg), seguido imediatamente pela manutenção de uma infusão contínua (VIG) para evitar hipoglicemia de rebote.
A Velocidade de Infusão de Glicose (VIG) inicial recomendada para recém-nascidos a termo ou prematuros tardios com hipoglicemia é de 4 a 8 mg/kg/min, ajustando conforme os controles glicêmicos subsequentes.
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