INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Um recém-nascido a termo, com 6 horas de vida, com peso de nascimento de 4.200 gramas, é internado em alojamento conjunto. Sabe-se que sua mãe possui diagnóstico de diabetes gestacional.Considerando-se o risco do recém-nascido desenvolver um quadro de hipoglicemia neonatal, a conduta inicial correta deve ser
RN de mãe diabética com macrossomia → alto risco de hipoglicemia neonatal → monitorar glicemia capilar precocemente.
Recém-nascidos de mães diabéticas, especialmente os macrossômicos, têm risco aumentado de hipoglicemia devido à hiperinsulinemia fetal crônica. A conduta inicial é o monitoramento rigoroso da glicemia capilar, iniciando as medições nas primeiras horas de vida, para detectar e intervir precocemente.
A hipoglicemia neonatal é uma condição metabólica comum e potencialmente grave em recém-nascidos, definida por níveis de glicose plasmática abaixo do necessário para manter a função cerebral normal. Sua incidência é maior em grupos de risco, como recém-nascidos de mães diabéticas (RNMD), prematuros e macrossômicos, sendo crucial para a prática pediátrica e neonatal. A fisiopatologia nos RNMD envolve a hiperinsulinemia fetal crônica, induzida pela hiperglicemia materna. Após o nascimento, com a interrupção do suprimento contínuo de glicose materna, o pâncreas fetal hiperplásico continua a secretar insulina em excesso, levando a uma rápida queda da glicemia. O diagnóstico precoce é feito pelo monitoramento da glicemia capilar, especialmente em RN de risco, antes do aparecimento de sintomas como letargia, irritabilidade, tremores ou convulsões. O tratamento da hipoglicemia neonatal varia conforme a gravidade e a presença de sintomas. Em casos assintomáticos com níveis limítrofes, o aleitamento materno precoce e frequente é a primeira linha. Se a hipoglicemia persistir ou for sintomática, a reposição de glicose intravenosa é indicada. A prevenção e o manejo adequados são fundamentais para evitar sequelas neurológicas a longo prazo.
Os principais fatores de risco incluem ser filho de mãe diabética (especialmente com diabetes gestacional mal controlada), prematuridade, macrossomia, pequeno para idade gestacional, asfixia perinatal e hipotermia.
Em recém-nascidos a termo, valores de glicemia capilar abaixo de 40-45 mg/dL nas primeiras 24-72 horas de vida são geralmente considerados hipoglicemia, dependendo do protocolo institucional e da idade pós-natal.
A conduta inicial é o monitoramento da glicemia capilar nas primeiras horas de vida, geralmente a partir de 30 minutos a 1 hora após o nascimento, antes das mamadas, para identificar precocemente qualquer queda.
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