UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Recém-nascido (RN) de termo, sexo feminino, IG = 36 semanas e 5 dias, com 2.050 g de peso de nascimento, parto normal, APGAR: 8 e 9 no 1o e 5o minutos, respectivamente, sem intercorrências. Submetido a controles de glicemia, apresenta, com 2 horas de vida, glicemia plasmática de 48 mg/dl, sem sintomas. Em aleitamento materno. A conduta frente à glicemia encontrada é
RN PIG assintomático com glicemia 48 mg/dL → estimular AM e monitorar.
Em recém-nascidos PIG assintomáticos, valores de glicemia plasmática entre 40-49 mg/dL nas primeiras 24 horas de vida podem ser manejados com alimentação precoce e frequente (aleitamento materno) e monitoramento, sem necessidade de intervenção intravenosa imediata. A prioridade é garantir a oferta de glicose via oral.
A hipoglicemia neonatal é uma condição metabólica comum, especialmente em recém-nascidos de risco como os pequenos para idade gestacional (PIG), prematuros ou filhos de mães diabéticas. É definida por níveis de glicose plasmática abaixo de um determinado limiar, que varia conforme a idade pós-natal. O reconhecimento e manejo adequados são cruciais para prevenir danos neurológicos permanentes, sendo um tema frequente em provas de residência e de grande importância na prática pediátrica. A fisiopatologia envolve um desequilíbrio entre a oferta e o consumo de glicose. Em RNs PIG, a reserva de glicogênio é menor e a gliconeogênese pode ser imatura. O diagnóstico é feito pela dosagem da glicemia plasmática. A suspeita deve ser alta em RNs de risco, mesmo assintomáticos, exigindo monitoramento rigoroso. A presença de sintomas como letargia, tremores, hipotonia, apneia ou convulsões indica hipoglicemia sintomática e requer intervenção imediata. O tratamento da hipoglicemia neonatal depende da presença de sintomas e do nível da glicemia. Em RNs assintomáticos com glicemia limítrofe (ex: 40-49 mg/dL nas primeiras 24h), a conduta inicial é estimular o aleitamento materno ou a alimentação com fórmula, com monitoramento rigoroso. Se a glicemia persistir baixa ou o RN desenvolver sintomas, a administração de glicose intravenosa (bolus e/ou infusão contínua) é necessária. O prognóstico está diretamente relacionado à prontidão do diagnóstico e tratamento, sendo a prevenção e o manejo precoce essenciais para evitar sequelas.
A definição de hipoglicemia neonatal varia com a idade, mas geralmente é considerada glicemia plasmática < 40-45 mg/dL nas primeiras 24-72 horas de vida, especialmente em grupos de risco.
O tratamento intravenoso é indicado quando a glicemia persiste abaixo dos limites de segurança apesar da alimentação oral adequada, ou se o RN apresenta sintomas de hipoglicemia, como letargia, irritabilidade, tremores ou convulsões.
Os principais fatores de risco incluem prematuridade, pequeno para idade gestacional (PIG), grande para idade gestacional (GIG), filhos de mães diabéticas, asfixia perinatal, hipotermia e sepse.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo