UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2022
RN termo, filho de mãe diabética gestacional, macrossômico, com bolsa rota no momento do parto, sem malformações grosseiras. Com 12 horas de vida, evolui com tremores, irritabilidade, convulsão clônica focal e reflexo de Moro exacerbado.Neste caso a a principal hipótese diagnóstica é:
RN de mãe diabética + macrossomia + tremores/convulsão → Hipoglicemia neonatal.
Recém-nascidos de mães diabéticas têm maior risco de hipoglicemia devido à hiperinsulinemia fetal crônica, que persiste após o nascimento quando o suprimento de glicose materno é interrompido. Os sintomas neurológicos são comuns e exigem atenção imediata.
A hipoglicemia neonatal é uma condição metabólica comum e potencialmente grave, especialmente em recém-nascidos com fatores de risco. Filhos de mães diabéticas gestacionais são particularmente vulneráveis devido à hiperinsulinemia fetal crônica, que leva a um consumo excessivo de glicose após o nascimento, quando o aporte materno é interrompido. A macrossomia é um achado comum nesses RNs, refletindo o ambiente intrauterino de hiperglicemia. Os sintomas da hipoglicemia neonatal são frequentemente inespecíficos e podem incluir tremores, irritabilidade, letargia, hipotonia, dificuldade alimentar, hipotermia, cianose e, em casos graves, convulsões. A suspeita clínica é crucial em RNs de risco, e a confirmação é feita pela dosagem da glicemia. O reflexo de Moro exacerbado e a convulsão clônica focal são sinais neurológicos importantes que indicam gravidade. O manejo da hipoglicemia neonatal visa restaurar rapidamente os níveis de glicose para prevenir danos cerebrais. Inclui alimentação precoce e frequente, e, se necessário, administração de glicose intravenosa. O monitoramento contínuo da glicemia é essencial até a estabilização, e a identificação e correção dos fatores de risco são parte integrante do cuidado.
Fatores de risco incluem ser filho de mãe diabética, macrossomia, prematuridade, asfixia perinatal, sepse, hipotermia e restrição de crescimento intrauterino.
Os sintomas podem ser inespecíficos, como tremores, irritabilidade, letargia, hipotonia, dificuldade para mamar, hipotermia, cianose e, em casos graves, convulsões.
A conduta inicial é a administração de glicose intravenosa (bolus de glicose a 10% seguido de infusão contínua) e monitoramento rigoroso da glicemia.
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