UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2020
RN de 10 dias de vida apresenta insuficiência respiratória e está em atendimento no pronto-atendimento geral. Na avaliação para estabilização pré-transporte para o serviço médico de referência, o paciente apresenta, além dos sinais e sintomas respiratórios, vômitos, tremores e palidez cutâneo-mucosa. Glicemia de 30 mg/dL (glicofita). A conduta correta é
Hipoglicemia RN: Glicose 10% EV em bôlus (2 mL/kg) + manutenção contínua, mesmo durante transporte.
A hipoglicemia neonatal é uma emergência que requer correção imediata para prevenir danos neurológicos. A administração de glicose a 10% em bôlus seguida de infusão contínua é crucial, e o jejum deve ser evitado se a condição permitir, mas a prioridade é a estabilização glicêmica.
A hipoglicemia neonatal é uma condição metabólica comum e potencialmente grave, definida por níveis de glicose plasmática abaixo de 40-50 mg/dL nas primeiras 24-72 horas de vida, dependendo da idade gestacional e pós-natal. Sua importância clínica reside no risco de lesão cerebral permanente se não tratada prontamente, impactando o neurodesenvolvimento do recém-nascido. Fatores de risco incluem prematuridade, pequeno para idade gestacional (PIG), grande para idade gestacional (GIG), filhos de mães diabéticas e asfixia perinatal. A fisiopatologia envolve um desequilíbrio entre a produção e o consumo de glicose. O diagnóstico é feito pela dosagem da glicemia, sendo a glicofita um método de triagem rápido, mas que necessita de confirmação laboratorial. A suspeita deve surgir em RN com fatores de risco ou que apresentem sintomas inespecíficos como tremores, letargia, hipotonia, apneia, cianose, convulsões ou dificuldade de alimentação. O tratamento imediato consiste na administração de glicose endovenosa. A conduta padrão é um bôlus de 2 mL/kg de glicose a 10% (D10%), seguido por uma infusão contínua de glicose para manter os níveis glicêmicos adequados. O jejum deve ser evitado e a alimentação enteral deve ser iniciada ou mantida se o estado clínico do RN permitir, complementando a terapia endovenosa. O monitoramento rigoroso da glicemia é fundamental para evitar tanto a hipoglicemia persistente quanto a hiperglicemia de rebote.
Sinais incluem tremores, palidez, vômitos, irritabilidade, letargia, hipotonia, apneia e convulsões. A hipoglicemia pode ser assintomática, por isso a triagem é importante em RN de risco.
A recomendação é glicose a 10% na dose de 2 mL/kg em bôlus endovenoso, seguida de infusão contínua para manter a glicemia estável.
O jejum prolonga a hipoglicemia e impede a oferta de substrato energético essencial. Após a estabilização inicial com glicose EV, a alimentação enteral deve ser iniciada assim que possível, se o quadro clínico permitir.
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