UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2021
Com relação à hipoglicemia neonatal é correto afirmar que
RN de mãe diabética/dextrose intraparto → hiperinsulinemia transitória → hipoglicemia neonatal.
Recém-nascidos de mães diabéticas ou que receberam infusão de dextrose intraparto são mais propensos à hipoglicemia devido à hiperinsulinemia transitória. O feto se adapta à hiperglicemia materna produzindo mais insulina; ao nascer, a fonte de glicose materna é interrompida, mas a produção de insulina permanece alta, levando à queda dos níveis glicêmicos.
A hipoglicemia neonatal é uma condição metabólica comum e potencialmente grave, definida por níveis de glicose plasmática abaixo de um determinado limiar (geralmente < 40-45 mg/dL, dependendo do tempo de vida e fatores de risco). É mais frequente em grupos de risco, como recém-nascidos de mães diabéticas (RNMD), prematuros, pequenos para a idade gestacional (PIG) e grandes para a idade gestacional (GIG). A identificação precoce e o tratamento são cruciais para prevenir danos neurológicos permanentes. A fisiopatologia da hipoglicemia em RNMD e naqueles expostos à infusão de dextrose intraparto é a hiperinsulinemia transitória. A hiperglicemia materna crônica ou aguda estimula o pâncreas fetal a hipertrofiar e produzir excesso de insulina. Ao nascer, com a interrupção do fluxo placentário de glicose, o RN hiperinsulinêmico não consegue suprimir a produção de insulina rapidamente, resultando em hipoglicemia. Outras causas incluem reservas de glicogênio inadequadas (PIG, prematuros) ou aumento do consumo de glicose (sepse, asfixia). O diagnóstico é feito pela dosagem da glicemia plasmática. A triagem glicêmica é recomendada para todos os RNs de risco. O tratamento inicial envolve a alimentação precoce e frequente. Se a glicemia não se normalizar ou se o RN estiver sintomático, a infusão intravenosa de glicose é necessária. A monitorização contínua e o ajuste da taxa de infusão são importantes para manter a normoglicemia e evitar complicações.
Recém-nascidos de mães diabéticas, prematuros, pequenos para a idade gestacional (PIG), grandes para a idade gestacional (GIG), aqueles com asfixia perinatal, sepse ou que tiveram mães que receberam infusão de dextrose intraparto, são os de maior risco.
Durante a gestação, a hiperglicemia materna leva à hiperglicemia fetal, estimulando o pâncreas fetal a produzir mais insulina (hiperinsulinemia). Após o nascimento, a interrupção abrupta do suprimento de glicose materna, combinada com a hiperinsulinemia persistente, causa uma queda rápida dos níveis de glicose no sangue do RN.
Os sinais podem ser inespecíficos e incluem letargia, irritabilidade, tremores, convulsões, hipotonia, apneia, cianose, dificuldade de alimentação e hipotermia. Muitos RNs podem ser assintomáticos, ressaltando a importância da triagem em grupos de risco.
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