UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2020
Um recém-nascido grande para a idade gestacional, filho de mãe diabética insulinodependente. Na checagem da glicemia da primeira hora de vida, constata-se um valor de 25 mg/dL com a criança assintomática. Após a primeira tomada de conduta, a glicemia foi reavaliada e foi constatado o valor de 30mg/dL, e, neste momento, o recém- nascido evoluiu com crises convulsivas. A melhor conduta a ser tomada é:
RN GIG mãe diabética com convulsão por hipoglicemia: Diazepam para convulsão, correção glicêmica imediata.
Em recém-nascidos GIG de mães diabéticas, a hipoglicemia é comum e pode levar a convulsões. A conduta imediata para convulsão é o diazepam. Embora o gabarito mencione "não fazer push de glicose", a prática padrão para hipoglicemia sintomática com convulsão é a administração de um bolus de glicose intravenosa (push) para rápida elevação da glicemia, seguida de infusão contínua.
A hipoglicemia neonatal é uma condição metabólica comum, especialmente em recém-nascidos de risco, como os grandes para a idade gestacional (GIG) filhos de mães diabéticas. Nesses casos, o feto é exposto cronicamente à hiperglicemia materna, resultando em hiperinsulinismo. Após o parto, com a interrupção do fluxo de glicose placentária, o pâncreas do neonato continua a secretar insulina em excesso, levando a uma queda abrupta e significativa dos níveis de glicose. Os sintomas da hipoglicemia neonatal podem ser inespecíficos, incluindo letargia, irritabilidade, tremores, hipotonia, dificuldade para mamar, apneia e, em casos graves, convulsões. A detecção precoce e o tratamento são cruciais para prevenir danos neurológicos permanentes. A glicemia deve ser monitorada rotineiramente em RN de risco. Em caso de hipoglicemia sintomática, especialmente com convulsões, a conduta é emergencial. O tratamento da convulsão com diazepam é prioritário para proteger o cérebro. A correção da hipoglicemia geralmente envolve a administração de um bolus de glicose intravenosa (2 mL/kg de glicose a 10%) para uma elevação rápida, seguida de uma infusão contínua de glicose para manter os níveis glicêmicos estáveis. A reavaliação da glicemia após 30 minutos do bolus e o ajuste da infusão são fundamentais.
Em recém-nascidos, valores de glicemia plasmática abaixo de 40-45 mg/dL são geralmente considerados hipoglicemia, especialmente nas primeiras 24-72 horas de vida, e exigem intervenção.
A conduta inicial para convulsão por hipoglicemia em RN inclui a administração de diazepam intravenoso para controlar a crise, seguida (ou concomitante) de um bolus de glicose IV (2 mL/kg de glicose a 10%) para elevar rapidamente a glicemia.
RN de mães diabéticas têm maior risco de hipoglicemia devido ao hiperinsulinismo fetal crônico, induzido pela hiperglicemia materna. Após o nascimento, a interrupção do suprimento de glicose materna, combinada com a produção excessiva de insulina do próprio RN, leva a uma queda rápida dos níveis glicêmicos.
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