HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2022
O risco de hipoglicemia causar danos cerebrais ao RN é modificado por fatores que incluem a disponibilidade de substâncias alternativas, como cetonas e lactato, e a presença de comorbidades como hipóxia e sepse. Na grande maioria das vezes, os sinais e sintomas de hipoglicemia em neonatos são inespecíficos. Como fatores de risco neonatais para hipoglicemia, podemos destacar:
Prematuridade, asfixia e sepse são fatores de risco importantes para hipoglicemia neonatal.
A prematuridade é um fator de risco significativo para hipoglicemia neonatal devido às reservas limitadas de glicogênio, imaturidade enzimática e maior demanda metabólica. Outros fatores incluem restrição de crescimento intrauterino, asfixia perinatal e sepse.
A hipoglicemia neonatal é uma condição metabólica comum e potencialmente grave, definida por níveis de glicose plasmática abaixo de um determinado limiar, geralmente < 40-45 mg/dL nas primeiras 24-72 horas de vida. Sua importância reside no risco de danos cerebrais permanentes se não for prontamente reconhecida e tratada. A fisiopatologia envolve um desequilíbrio entre a produção e o consumo de glicose. Fatores de risco incluem prematuridade, restrição de crescimento intrauterino (RCIU), macrossomia (filhos de mães diabéticas), asfixia perinatal, sepse, hipotermia e erros inatos do metabolismo. A detecção precoce é crucial, e o rastreamento é recomendado para RNs de risco. O tratamento da hipoglicemia neonatal visa restaurar os níveis de glicose e prevenir sequelas neurológicas. Inclui alimentação precoce, suplementação oral de glicose e, em casos mais graves ou sintomáticos, administração intravenosa de glicose. O prognóstico depende da gravidade e duração da hipoglicemia, bem como da presença de comorbidades.
Os sinais são frequentemente inespecíficos e podem incluir letargia, irritabilidade, tremores, convulsões, hipotonia, apneia, cianose, dificuldade de alimentação e hipotermia.
Prematuros têm menores reservas de glicogênio hepático, imaturidade das vias gliconeogênicas e glicogenolíticas, e maior relação superfície/massa corporal, o que aumenta a perda de calor e a demanda energética.
A conduta inicial envolve a administração de glicose intravenosa (bolus de 2 mL/kg de glicose a 10%), seguida de infusão contínua de glicose para manter os níveis glicêmicos estáveis.
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