SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2021
Mulher, 20 anos de idade, estava acompanhada da mãe no metrô quando apresentou perda da consciência, seguida de rigidez muscular, abalos musculares difusos e perda esfincteriana. A equipe do metrô iniciou rapidamente os primeiros-socorros, colocando algo macio sob a cabeça da paciente até cessarem os abalos, que duraram cerca de um minuto. A mãe ficou bastante assustada e relatou que a paciente era portadora de diabetes mellitus tipo 1. Nega outras comorbidades. Nunca havia apresentado quadro semelhante. Neste momento, a paciente encontra-se ainda inconsciente, com ventilação espontânea.Indique o exame complementar e a medicação mais adequada nesse momento.
Crise convulsiva em DM1 + inconsciência → Glicemia capilar e Glucagon SC (se não houver acesso IV).
Em um paciente diabético tipo 1 que apresenta perda de consciência e convulsões, a principal suspeita é hipoglicemia grave. A conduta imediata envolve a verificação da glicemia capilar e a administração de glucagon subcutâneo ou intramuscular, especialmente se o acesso intravenoso não for prontamente disponível, para reverter rapidamente a hipoglicemia.
A hipoglicemia é uma complicação aguda comum e potencialmente grave do diabetes mellitus, especialmente em pacientes com diabetes tipo 1 em uso de insulina. A hipoglicemia grave, definida por níveis de glicose no sangue tão baixos que requerem assistência de outra pessoa para o tratamento, pode levar a sintomas neuroglicopênicos como confusão, desorientação, convulsões e perda de consciência. Em uma situação de emergência, como a descrita na questão, onde uma paciente com diabetes tipo 1 apresenta perda de consciência e convulsões, a principal hipótese diagnóstica é hipoglicemia grave. A prioridade é reverter rapidamente a hipoglicemia para prevenir danos cerebrais. A primeira medida é sempre verificar a glicemia capilar para confirmar o diagnóstico. A medicação mais adequada para reverter a hipoglicemia grave em um paciente inconsciente, especialmente fora do ambiente hospitalar ou sem acesso intravenoso imediato, é o glucagon. O glucagon, administrado por via subcutânea ou intramuscular, estimula a glicogenólise hepática, elevando rapidamente os níveis de glicose. Se houver acesso intravenoso, a glicose hipertônica (dextrose a 50%) seria a escolha. O diazepam, embora trate a convulsão, não aborda a causa subjacente e não deve ser a primeira escolha sem a correção da hipoglicemia.
A hipoglicemia grave pode manifestar-se com confusão mental, desorientação, sonolência, dificuldade de fala, ataxia, convulsões e perda de consciência. Sintomas neuroglicopênicos predominam, pois o cérebro é dependente de glicose.
O glucagon é um hormônio que estimula o fígado a liberar glicose armazenada (glicogenólise), elevando rapidamente os níveis de glicemia. É administrado por via subcutânea ou intramuscular, sendo ideal para situações de emergência onde o paciente está inconsciente e não pode ingerir carboidratos oralmente, e o acesso IV é difícil.
Se a glicemia capilar estiver normal ou elevada, ou se o paciente não responder ao glucagon/glicose intravenosa, outras causas para a convulsão devem ser investigadas, como distúrbios eletrolíticos, causas neurológicas (epilepsia, AVC) ou outras condições sistêmicas.
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