Crise Convulsiva em DM1: Manejo da Hipoglicemia Grave

SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2021

Enunciado

Mulher, 20 anos de idade, estava acompanhada da mãe no metrô quando apresentou perda da consciência, seguida de rigidez muscular, abalos musculares difusos e perda esfincteriana. A equipe do metrô iniciou rapidamente os primeiros-socorros, colocando algo macio sob a cabeça da paciente até cessarem os abalos, que duraram cerca de um minuto. A mãe ficou bastante assustada e relatou que a paciente era portadora de diabetes mellitus tipo 1. Nega outras comorbidades. Nunca havia apresentado quadro semelhante. Neste momento, a paciente encontra-se ainda inconsciente, com ventilação espontânea.Indique o exame complementar e a medicação mais adequada nesse momento.

Alternativas

  1. A) Eletroencefalograma, diazepam intravenoso.
  2. B) Tomografia de crânio, diazepam intravenoso.
  3. C) Glicemia capilar, insulina subcutânea.
  4. D) Glicemia capilar, glucagon subcutâneo.

Pérola Clínica

Crise convulsiva em DM1 + inconsciência → Glicemia capilar e Glucagon SC (se não houver acesso IV).

Resumo-Chave

Em um paciente diabético tipo 1 que apresenta perda de consciência e convulsões, a principal suspeita é hipoglicemia grave. A conduta imediata envolve a verificação da glicemia capilar e a administração de glucagon subcutâneo ou intramuscular, especialmente se o acesso intravenoso não for prontamente disponível, para reverter rapidamente a hipoglicemia.

Contexto Educacional

A hipoglicemia é uma complicação aguda comum e potencialmente grave do diabetes mellitus, especialmente em pacientes com diabetes tipo 1 em uso de insulina. A hipoglicemia grave, definida por níveis de glicose no sangue tão baixos que requerem assistência de outra pessoa para o tratamento, pode levar a sintomas neuroglicopênicos como confusão, desorientação, convulsões e perda de consciência. Em uma situação de emergência, como a descrita na questão, onde uma paciente com diabetes tipo 1 apresenta perda de consciência e convulsões, a principal hipótese diagnóstica é hipoglicemia grave. A prioridade é reverter rapidamente a hipoglicemia para prevenir danos cerebrais. A primeira medida é sempre verificar a glicemia capilar para confirmar o diagnóstico. A medicação mais adequada para reverter a hipoglicemia grave em um paciente inconsciente, especialmente fora do ambiente hospitalar ou sem acesso intravenoso imediato, é o glucagon. O glucagon, administrado por via subcutânea ou intramuscular, estimula a glicogenólise hepática, elevando rapidamente os níveis de glicose. Se houver acesso intravenoso, a glicose hipertônica (dextrose a 50%) seria a escolha. O diazepam, embora trate a convulsão, não aborda a causa subjacente e não deve ser a primeira escolha sem a correção da hipoglicemia.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas de hipoglicemia grave?

A hipoglicemia grave pode manifestar-se com confusão mental, desorientação, sonolência, dificuldade de fala, ataxia, convulsões e perda de consciência. Sintomas neuroglicopênicos predominam, pois o cérebro é dependente de glicose.

Por que o glucagon é a medicação de escolha para hipoglicemia grave em casa ou fora do hospital?

O glucagon é um hormônio que estimula o fígado a liberar glicose armazenada (glicogenólise), elevando rapidamente os níveis de glicemia. É administrado por via subcutânea ou intramuscular, sendo ideal para situações de emergência onde o paciente está inconsciente e não pode ingerir carboidratos oralmente, e o acesso IV é difícil.

Quando se deve considerar outras causas para a convulsão em um diabético?

Se a glicemia capilar estiver normal ou elevada, ou se o paciente não responder ao glucagon/glicose intravenosa, outras causas para a convulsão devem ser investigadas, como distúrbios eletrolíticos, causas neurológicas (epilepsia, AVC) ou outras condições sistêmicas.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo