Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2021
Assinale a alternativa correspondente a principal causa de hipoglicemia refratária em paciente diabético tipo II:
Hipoglicemia refratária em DM2 → investigar dose excessiva de medicação (insulina/sulfonilureias).
Em pacientes com diabetes tipo 2, a causa mais comum de hipoglicemia refratária é o uso de doses excessivas de medicamentos hipoglicemiantes, como insulina ou sulfonilureias, que estimulam a secreção de insulina ou a fornecem exogenamente.
A hipoglicemia é uma complicação comum e potencialmente grave do tratamento do diabetes, especialmente em pacientes que utilizam insulina ou secretagogos de insulina, como as sulfonilureias. Em pacientes com diabetes tipo 2, a hipoglicemia refratária, que é a dificuldade em elevar os níveis de glicose ou a recorrência frequente de episódios, exige uma investigação cuidadosa para identificar a causa subjacente e ajustar o plano terapêutico. A causa mais frequente de hipoglicemia refratária em pacientes com diabetes tipo 2 é o uso de dose excessiva de medicação. Isso pode ocorrer por ajustes inadequados da dose de insulina, sulfonilureias ou glinidas, especialmente quando há mudanças na dieta, no nível de atividade física, ou na função renal/hepática do paciente. A educação do paciente sobre o reconhecimento dos sintomas de hipoglicemia e o manejo adequado é fundamental para prevenir episódios graves. Outras causas, embora menos comuns como principal fator de hipoglicemia refratária, incluem a agudização de doença renal (que diminui a depuração de insulina e outros hipoglicemiantes), insuficiência adrenal (que reduz a produção de cortisol, um hormônio contrarregulador da glicose), consumo excessivo de álcool, e interações medicamentosas. Uma dieta excessivamente restritiva sem ajuste da medicação também pode contribuir. O residente deve sempre revisar o regime medicamentoso e os fatores de risco do paciente ao abordar a hipoglicemia refratária.
Medicamentos que aumentam a secreção de insulina (sulfonilureias como glibenclamida, glimepirida) ou que fornecem insulina exógena (insulina) são os mais associados à hipoglicemia, especialmente em doses inadequadas.
A insuficiência renal pode prolongar a meia-vida de medicamentos hipoglicemiantes, como a insulina e algumas sulfonilureias, que são metabolizados ou excretados pelos rins, aumentando o risco de hipoglicemia.
Sintomas incluem tremores, sudorese, taquicardia, fome, confusão mental e, em casos graves, convulsões e coma. O tratamento inicial envolve a ingestão de carboidratos de ação rápida (ex: suco, glicose) e, em casos graves, glucagon ou glicose intravenosa.
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