SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2023
Leia o caso clínico. Uma jovem com diabetes mellitus não controlado é encontrada, caída, na porta de um restaurante. Ao ser socorrida, recobrou a consciência e afirmou ter sentido tonturas e rubor facial ao ingerir uma refeição. Curiosos negam movimentos involuntários. A jovem refere já ter experimentado eventos semelhantes. Sua glicemia capilar é de 77 mg/dL, a pressão arterial de 85/46mm e cetonas negativas na urina. O quadro apresentado por essa jovem foi de
DM descontrolado + tontura/rubor pós-prandial + glicemia 77 mg/dL + PA baixa + cetonas negativas = Hipoglicemia e hipotensão pós-prandial.
O quadro clínico de tontura e rubor pós-prandial, associado à glicemia de 77 mg/dL (limite inferior da normalidade, mas pode ser sintomática para diabéticos) e hipotensão, sugere hipoglicemia e hipotensão pós-prandial, comum em pacientes com diabetes descontrolado ou neuropatia autonômica.
A hipoglicemia é uma complicação aguda comum do diabetes mellitus, especialmente em pacientes em uso de insulina ou secretagogos de insulina. A hipotensão pós-prandial, por sua vez, é uma condição menos reconhecida, mas que pode afetar significativamente a qualidade de vida e aumentar o risco de quedas em pacientes diabéticos, principalmente aqueles com neuropatia autonômica. A combinação de ambas é um desafio diagnóstico e terapêutico. A fisiopatologia da hipoglicemia envolve um desequilíbrio entre a oferta de glicose e a demanda metabólica, ou excesso de medicação hipoglicemiante. A hipotensão pós-prandial é atribuída a uma redistribuição do fluxo sanguíneo para o trato gastrointestinal após a refeição, sem a compensação adequada do sistema nervoso autônomo. O diagnóstico exige a correlação dos sintomas com os níveis glicêmicos e a medição da pressão arterial antes e após as refeições. O tratamento da hipoglicemia aguda envolve a administração de carboidratos de rápida absorção. Para a hipotensão pós-prandial, medidas não farmacológicas como refeições menores e mais frequentes, evitar álcool e repouso pós-refeição são importantes. O manejo do diabetes deve ser individualizado, buscando um controle glicêmico que evite tanto a hiper quanto a hipoglicemia. Residentes devem estar atentos a essas apresentações atípicas para um diagnóstico e manejo precisos.
Os sintomas podem ser autonômicos (tremores, sudorese, palpitações, fome, ansiedade) e neuroglicopênicos (tontura, confusão mental, fraqueza, visão turva, convulsões, coma).
É uma queda significativa da pressão arterial sistólica (≥20 mmHg) dentro de 2 horas após uma refeição, manifestando-se com tontura, síncope, fraqueza e, por vezes, rubor facial, especialmente em idosos e diabéticos com neuropatia autonômica.
Em pacientes com diabetes mellitus descontrolado, o corpo pode estar acostumado a níveis glicêmicos mais altos. Uma queda para 77 mg/dL, mesmo que tecnicamente dentro da normalidade para não diabéticos, pode ser percebida como hipoglicemia e desencadear sintomas.
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