CEOQ - Centro Especializado Oftalmológico Queiroz (BA) — Prova 2020
Puérpera na segunda semana, apresentando mamas flácidas e com pouco leite. O diagnóstico e tratamento adequado são:
Mamas flácidas + pouco leite na puérpera = Hipogalactia. Tratamento: Sulpirida (galactagogo).
A hipogalactia, caracterizada por mamas flácidas e baixa produção de leite, é uma condição comum no puerpério. Além de otimizar a técnica de amamentação e a frequência das mamadas, o uso de galactagogos como a sulpirida pode ser considerado para aumentar a produção de prolactina e, consequentemente, o volume de leite.
A hipogalactia, ou baixa produção de leite materno, é uma preocupação comum no puerpério e uma das principais razões para o desmame precoce. Ela se manifesta clinicamente por mamas flácidas, sensação de que o bebê não está satisfeito após as mamadas e, mais objetivamente, por um ganho de peso insuficiente do lactente. O diagnóstico é clínico e deve ser diferenciado de outras condições mamárias. O manejo da hipogalactia deve ser multifacetado. Inicialmente, é crucial revisar e corrigir a técnica de amamentação, garantindo uma pega adequada e a frequência das mamadas. O esvaziamento eficaz das mamas é o principal estímulo para a produção de leite. A mãe deve ser orientada sobre a importância da hidratação e nutrição adequadas. Em casos onde as medidas não farmacológicas não são suficientes, o uso de galactagogos pode ser considerado. A sulpirida, um antagonista dopaminérgico, é um dos fármacos utilizados para aumentar os níveis de prolactina, hormônio essencial para a lactogênese. Outras opções incluem a domperidona. É importante ressaltar que o uso de galactagogos deve ser acompanhado de suporte à amamentação e avaliação médica.
Os sinais incluem mamas flácidas, sensação de 'pouco leite', bebê que não ganha peso adequadamente, choro frequente após as mamadas e baixa frequência de micções e evacuações do lactente.
A sulpirida é um fármaco galactagogo que atua como antagonista dopaminérgico. Ao bloquear os receptores de dopamina, ela aumenta a secreção de prolactina pela hipófise, estimulando assim a produção de leite materno.
Além dos galactagogos, é fundamental otimizar a técnica de amamentação, garantir a pega correta, aumentar a frequência e duração das mamadas, esvaziar as mamas completamente (seja por sucção do bebê ou ordenha) e assegurar hidratação e nutrição adequadas da mãe.
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