HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2020
Qual dos distúrbios hidroeletrolíticos abaixo cursa com anemia hemolítica, diminuição da contratilidade miocárdica, risco de rabdomiólise?
Hipofosfatemia grave → anemia hemolítica, disfunção miocárdica, rabdomiólise por ↓ ATP.
A hipofosfatemia grave (<1,0 mg/dL) pode causar disfunção celular generalizada devido à depleção de ATP, essencial para a função eritrocitária, muscular e miocárdica. A falta de ATP leva à hemólise, fraqueza muscular e arritmias.
A hipofosfatemia é um distúrbio eletrolítico caracterizado por níveis séricos de fosfato abaixo do normal, sendo classificada como leve, moderada ou grave (<1,0 mg/dL). É comum em pacientes hospitalizados, especialmente aqueles com desnutrição, alcoolismo, cetoacidose diabética ou em recuperação de queimaduras extensas. Sua importância clínica reside nas múltiplas disfunções orgânicas que pode causar, impactando significativamente a morbidade e mortalidade. A fisiopatologia da hipofosfatemia grave está ligada à depleção de ATP e 2,3-difosfoglicerato (2,3-DPG) nas células. A redução de ATP compromete a função celular em diversos sistemas, levando à disfunção miocárdica (diminuição da contratilidade), fraqueza muscular generalizada e rabdomiólise. Nos eritrócitos, a depleção de ATP e 2,3-DPG resulta em rigidez da membrana e menor liberação de oxigênio para os tecidos, culminando em anemia hemolítica. O tratamento da hipofosfatemia visa a reposição do fosfato, ajustando a via e a dose conforme a gravidade e a presença de sintomas. É crucial identificar e tratar a causa subjacente. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da correção, sendo que a hipofosfatemia grave não tratada pode levar a complicações sérias e potencialmente fatais. A monitorização dos níveis séricos de fosfato, cálcio e potássio é essencial durante a reposição.
A hipofosfatemia grave pode manifestar-se com fraqueza muscular, rabdomiólise, disfunção cardíaca (diminuição da contratilidade), anemia hemolítica e disfunção neurológica (confusão, convulsões).
A hipofosfatemia leva à depleção de ATP nos eritrócitos, comprometendo a integridade da membrana celular e a função da bomba de sódio-potássio, tornando as células mais frágeis e suscetíveis à hemólise.
O tratamento envolve a reposição de fosfato, geralmente por via oral para casos leves a moderados, e intravenosa para hipofosfatemia grave ou sintomática, com monitoramento cuidadoso para evitar hiperfosfatemia.
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