PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2025
Mulher de 56 anos vem para consulta de rotina. Informa que a menopausa ocorreu aos 50 anos e não fez uso de reposição hormonal por medo de câncer. É sedentária, mas relata que goza de boa saúde, nega tabagismo ou etilismo. Atualmente está incomodada com a ocorrência de perdas urinárias ao tossir ou espirrar. Afirma que os episódios vêm ocorrendo há cerca de 1 ano, com perda de urina em pequena quantidade. Qual a relação do hipoestrogenismo com a sintomatologia descrita?
Hipoestrogenismo pós-menopausa → ↓ vascularização e atrofia urogenital → Incontinência Urinária Esforço.
O hipoestrogenismo pós-menopausa leva à atrofia do epitélio e do tecido conectivo da uretra e da bexiga, além de reduzir a vascularização da mucosa uretral. Essas alterações diminuem o suporte e a capacidade de vedamento uretral, contribuindo para a incontinência urinária de esforço.
A incontinência urinária de esforço (IUE) é uma condição comum em mulheres pós-menopausa, e o hipoestrogenismo desempenha um papel central em sua fisiopatologia. A menopausa leva a uma diminuição significativa dos níveis de estrogênio, o que afeta diretamente os tecidos do trato urogenital inferior, que são estrogênio-dependentes. A deficiência estrogênica causa atrofia do epitélio vaginal e uretral, perda de colágeno e elastina no tecido conectivo periuretral e redução da vascularização da mucosa uretral. Essas alterações resultam em uma diminuição da espessura e da capacidade de vedamento da uretra, além de enfraquecimento do suporte do assoalho pélvico. Consequentemente, atividades que aumentam a pressão intra-abdominal, como tossir ou espirrar, podem levar à perda involuntária de urina. O manejo da IUE relacionada ao hipoestrogenismo pode incluir terapia de reposição hormonal local com estrogênio vaginal, que ajuda a restaurar a saúde dos tecidos urogenitais, melhorando a vascularização e a espessura do epitélio. Além disso, exercícios para o assoalho pélvico são fundamentais para fortalecer a musculatura de suporte. Compreender a relação entre o hipoestrogenismo e a IUE é crucial para um diagnóstico e tratamento eficazes, melhorando a qualidade de vida das pacientes.
Os sintomas incluem secura vaginal, dispareunia, prurido, queimação, disúria, urgência miccional e incontinência urinária.
O estrogênio mantém a espessura, elasticidade e vascularização do epitélio uretral e vaginal, além de influenciar o tônus muscular do assoalho pélvico e a função dos receptores alfa-adrenérgicos na uretra.
O tratamento pode incluir estrogênio tópico vaginal para restaurar a saúde da mucosa, exercícios para o assoalho pélvico (Kegel) e, em casos refratários, cirurgias para suporte uretral.
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