HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2020
O climatério corresponde ao período de vida em que a mulher sofre modificações regressivas, incluindo a falta de ovulação e o déficit na síntese de hormônios. Em relação a este período pode-se afirmar que:
Hipoestrogenismo no climatério → manifestações clínicas genitais e extragenitais diversas.
O climatério é um período de transição marcado pela redução progressiva da função ovariana, culminando na menopausa. A diminuição dos níveis de estrogênio é a principal causa das múltiplas manifestações clínicas, que afetam diversos sistemas do corpo, não se restringindo apenas ao trato genital.
O climatério é um período fisiológico na vida da mulher que marca a transição da fase reprodutiva para a não reprodutiva, geralmente ocorrendo entre os 40 e 65 anos. É caracterizado pela diminuição progressiva da função ovariana, resultando em deficiência estrogênica. A menopausa, um marco dentro do climatério, é definida pela ausência de menstruações por 12 meses consecutivos, com idade média de ocorrência entre 49 e 51 anos no Brasil. A compreensão deste período é crucial para o manejo adequado das pacientes. A fisiopatologia do climatério é centrada na falência ovariana, que leva à redução da produção de estrogênios e progesterona. Essa deficiência hormonal, especialmente o hipoestrogenismo, é responsável por uma vasta gama de sintomas. As manifestações clínicas podem ser divididas em genitais (atrofia vaginal, dispareunia, secura) e extragenitais (sintomas vasomotores como fogachos e sudorese noturna, distúrbios do sono, alterações de humor, osteoporose, aumento do risco cardiovascular). O diagnóstico é clínico, baseado na idade da paciente e nos sintomas, podendo ser auxiliado por dosagens hormonais (FSH elevado, estradiol baixo) em casos específicos. O tratamento do climatério visa aliviar os sintomas e prevenir complicações a longo prazo. A terapia de reposição hormonal (TRH) é a opção mais eficaz para sintomas vasomotores e atrofia urogenital, mas deve ser individualizada, considerando riscos e benefícios. Outras abordagens incluem modificações no estilo de vida, terapias não hormonais para sintomas específicos e manejo de comorbidades como osteoporose e doenças cardiovasculares. O acompanhamento regular é fundamental para monitorar a saúde da mulher neste período.
As manifestações incluem sintomas vasomotores (fogachos), atrofia urogenital (ressecamento vaginal, dispareunia), alterações de humor, distúrbios do sono, perda de massa óssea (osteoporose) e aumento do risco cardiovascular.
O hipoestrogenismo leva à atrofia das mucosas vaginais e uretrais, resultando em ressecamento vaginal, prurido, dispareunia, urgência urinária e infecções urinárias recorrentes.
O climatério é o período de transição que antecede e sucede a menopausa, caracterizado por alterações hormonais. A menopausa é um evento pontual, definido retrospectivamente pela ausência de menstruação por 12 meses consecutivos.
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