Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2020
Puérpera, amamentando, usuária de anticoncepcional oral contínuo, apresenta ressecamento vaginal que gera desconforto nas relações sexuais. O provável hormônio envolvido nesse problema é:
Amamentação + anticoncepcional progestágeno isolado → ↓ estrogênio → ressecamento vaginal.
Durante a amamentação, a prolactina elevada suprime a ovulação e a produção de estrogênio ovariano, levando a um estado de hipoestrogenismo fisiológico. O uso de anticoncepcionais orais contínuos à base de progesterona isolada, comum na lactação, não repõe estrogênio, exacerbando o ressecamento vaginal e a atrofia, resultando em dispareunia.
O ressecamento vaginal é uma queixa comum no puerpério, especialmente em mulheres que amamentam. Este sintoma é primariamente causado pelo hipoestrogenismo, um estado fisiológico induzido pela lactação. A prolactina, hormônio essencial para a produção de leite, inibe a pulsatilidade do GnRH (Hormônio Liberador de Gonadotrofinas), resultando na supressão da secreção de FSH (Hormônio Folículo Estimulante) e LH (Hormônio Luteinizante), e consequentemente, na redução da produção ovariana de estrogênio. A baixa concentração de estrogênio afeta a mucosa vaginal, tornando-a mais fina, menos elástica e com menor lubrificação, o que pode levar a atrofia vaginal e dispareunia (dor durante a relação sexual). O uso de anticoncepcionais orais contínuos à base de progesterona isolada, que são a escolha preferencial para puérperas amamentando devido à sua segurança e ausência de impacto na lactação, não contribui para a reposição de estrogênio. Pelo contrário, ao manter o bloqueio da ovulação, eles podem perpetuar ou até exacerbar o estado de hipoestrogenismo, intensificando o ressecamento vaginal. É fundamental que os profissionais de saúde orientem as puérperas sobre essa condição e ofereçam soluções. O tratamento geralmente envolve o uso de lubrificantes e hidratantes vaginais. Em casos selecionados e sob supervisão médica, pode-se considerar o uso de estrogênio tópico em baixas doses, que tem absorção sistêmica mínima e geralmente é compatível com a amamentação.
A amamentação eleva os níveis de prolactina, que inibe a liberação de GnRH e, consequentemente, a produção de estrogênio pelos ovários, levando a um estado de hipoestrogenismo e atrofia vaginal.
Os anticoncepcionais de progesterona isolada são seguros durante a amamentação por não conterem estrogênio. No entanto, eles não revertem o hipoestrogenismo fisiológico da lactação, podendo até intensificar os sintomas de ressecamento vaginal e dispareunia.
O tratamento envolve o uso de lubrificantes vaginais à base de água ou silicone durante a relação sexual e hidratantes vaginais de uso regular. Em casos mais severos, pode-se considerar estrogênio tópico em baixas doses, com cautela e sob orientação médica.
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