SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Menino, 4 anos de idade, chega à Emergência, pois está cursando com sonolência e fraqueza muscular progressiva, especialmente em membros inferiores, nos últimos dois dias. Refere cãibras frequentemente. Há relato de diarreia, há aproximadamente 5 dias, que melhorou a partir do 4º dia. Hoje, começou a apresentar palpitações e houve um episódio de vômito. Mantém diurese. Ao exame, está letárgico, taquicárdico, com mucosa oral seca e redução do tônus muscular. Os exames mostram: Hemograma normal; Na: 140 mEq/1; K: 2,3 mEq/1; Ca: 2,5 mmol/1; Cloretos: 100 mEq/1; Eletrocardiograma: taquicardia ventricular. Indique a conduta adequada para o acompanhamento desse paciente:
K+ < 2,5 mEq/L + Arritmia ventricular → Emergência médica com necessidade de UTI.
A hipocalemia grave (K < 2,5 mEq/L) causa instabilidade da membrana celular, levando a fraqueza muscular e arritmias fatais como a taquicardia ventricular, exigindo monitorização intensiva.
A hipocalemia é um dos distúrbios eletrolíticos mais comuns na prática pediátrica, frequentemente secundária a perdas gastrointestinais. Quando os níveis de potássio caem abaixo de 2,5 mEq/L, o risco de complicações neuromusculares e cardíacas aumenta exponencialmente. A fisiopatologia envolve a hiperpolarização da membrana celular, o que dificulta a condução nervosa e predispõe a arritmias por reentrada.\n\nO manejo clínico deve ser estratificado pela gravidade. Pacientes sintomáticos ou com alterações eletrocardiográficas devem receber reposição intravenosa sob monitorização rigorosa. A escolha do setor de internação (UTI) baseia-se na necessidade de suporte avançado de vida e vigilância constante do ritmo cardíaco durante a correção eletrolítica.
Os sinais incluem fraqueza muscular progressiva, letargia, íleo paralítico, cãibras e, nos casos mais graves, arritmias cardíacas como taquicardia ventricular e alterações no ECG (onda U, achatamento de onda T).
A presença de potássio sérico muito baixo (2,3 mEq/L) associada a uma arritmia grave (taquicardia ventricular) indica alto risco de parada cardiorrespiratória, exigindo monitorização contínua e infusão de potássio em via segura.
A perda de fluidos gastrointestinais é uma causa comum de depleção de potássio. Mesmo após a melhora da diarreia, o déficit intracelular pode persistir e se manifestar clinicamente se não houver reposição adequada.
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