HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2020
Com relação ao tratamento dos distúrbios eletrolíticos mais comuns na prática clínica, assinale a ALTERNATIVA CORRETA:
Hipocalemia < 2,5 mEq/L → fraqueza muscular, paralisia ascendente, risco de insuficiência respiratória.
A hipocalemia grave (potássio sérico < 2,5 mEq/L) é uma emergência que pode levar a manifestações neuromusculares sérias, incluindo fraqueza progressiva, paralisia ascendente e, em casos extremos, insuficiência respiratória devido ao comprometimento da musculatura diafragmática. Além disso, afeta o sistema renal, causando nefropatia hipocalêmica e diabetes insipidus nefrogênico.
Os distúrbios eletrolíticos são condições frequentes na prática clínica e podem ter consequências graves se não forem prontamente identificados e tratados. A hipocalemia, definida como níveis séricos de potássio abaixo de 3,5 mEq/L, é um desses distúrbios, com etiologias variadas que incluem perdas gastrointestinais, renais e desvio intracelular. A fisiopatologia da hipocalemia envolve a alteração do potencial de membrana das células excitáveis, como as musculares e cardíacas. Níveis de potássio abaixo de 2,5 mEq/L são considerados graves e podem levar a manifestações neuromusculares como fraqueza progressiva, cãibras, rabdomiólise e, criticamente, paralisia ascendente que pode comprometer a musculatura respiratória, culminando em insuficiência respiratória. Além disso, há risco de arritmias cardíacas graves e alterações renais como a nefropatia hipocalêmica e o diabetes insipidus nefrogênico. O tratamento da hipocalemia grave exige reposição de potássio, preferencialmente por via intravenosa, com monitoramento rigoroso do eletrocardiograma e dos níveis séricos de potássio para evitar a correção excessivamente rápida ou o desenvolvimento de hipercalemia. É fundamental identificar e tratar a causa subjacente da hipocalemia para prevenir recorrências e complicações a longo prazo.
A hipocalemia grave (< 2,5 mEq/L) pode causar fraqueza muscular, cãibras, paralisia ascendente, rabdomiólise, arritmias cardíacas e, em casos extremos, insuficiência respiratória devido ao comprometimento da musculatura diafragmática.
A hipocalemia causa hiperpolarização das membranas celulares musculares, dificultando a despolarização e a contração, levando à fraqueza e, em níveis muito baixos, à paralisia flácida e até insuficiência respiratória.
A conduta inicial envolve a reposição intravenosa de potássio, com monitoramento cardíaco contínuo, para corrigir rapidamente o déficit e prevenir arritmias e paralisia respiratória, sempre buscando identificar e tratar a causa subjacente.
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