PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2024
Mulher, 65 anos, no 5º pós operatório de revascularização do miocárdio apresenta níveis séricos de potássio de 2,6 mmol/L (VR: 3,5 a 5,1 mmol/L). Como a paciente está assintomática, foi realizado recoleta de material confirmando tal resultado. Qual a conduta para o caso?
Hipocalemia grave (<3,0 mEq/L) assintomática → reposição EV de KCL 10-20 mEq/h.
Hipocalemia, especialmente em pacientes pós-operatórios cardíacos, requer correção cuidadosa. Níveis abaixo de 3,0 mEq/L, mesmo assintomáticos, geralmente demandam reposição intravenosa para evitar arritmias, com taxa máxima de 10-20 mEq/h em veia periférica.
A hipocalemia, definida como níveis séricos de potássio abaixo de 3,5 mmol/L, é um distúrbio eletrolítico comum, especialmente em pacientes hospitalizados e no pós-operatório. Em pacientes submetidos à revascularização do miocárdio, a hipocalemia pode ser exacerbada por diuréticos, perdas gastrointestinais e hemodiluição, e representa um risco aumentado para arritmias cardíacas, que podem ser fatais. A monitorização rigorosa dos eletrólitos é crucial nesse período. O diagnóstico de hipocalemia é feito pela dosagem sérica de potássio. A gravidade é classificada em leve (3,0-3,5 mEq/L), moderada (2,5-3,0 mEq/L) e grave (< 2,5 mEq/L). Mesmo pacientes assintomáticos com hipocalemia grave ou moderada, especialmente aqueles com cardiopatia, devem ser tratados prontamente para prevenir complicações. A conduta para hipocalemia depende da gravidade e da presença de sintomas. Para níveis abaixo de 3,0 mEq/L, a reposição intravenosa de cloreto de potássio (KCl) é geralmente indicada. A taxa de infusão recomendada é de 10-20 mEq/h em veia periférica, com monitorização cardíaca. Infusões mais rápidas ou concentrações elevadas podem ser necessárias em casos graves, mas exigem acesso venoso central e monitorização intensiva. A reposição oral é mais adequada para casos leves ou como manutenção.
A hipocalemia pode levar a arritmias cardíacas graves, como taquicardia ventricular e fibrilação ventricular, especialmente em pacientes com doença cardíaca estrutural ou em uso de digitálicos, sendo um risco significativo no pós-operatório de revascularização.
A taxa máxima de infusão de potássio intravenoso em veia periférica é geralmente de 10-20 mEq/h para evitar irritação venosa e dor. Taxas mais elevadas requerem acesso venoso central e monitorização cardíaca contínua.
A reposição oral é preferível para hipocalemia leve a moderada (potássio > 3,0 mEq/L) em pacientes assintomáticos e que podem tolerar a via oral. Para hipocalemia grave ou sintomática, a via intravenosa é essencial para uma correção mais rápida.
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