Hipocalemia: Alterações Eletrocardiográficas e Repolarização

HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2021

Enunciado

Hipocalemia é a concentração de potássio sérico < 3,5 mEq/L, considerada uma anormalidade eletrolítica mais encontrada, na prática clínica. Das alterações eletrocardiográficas da hipocalemia, podemos citar: 1 - Ondas U proeminentes. li - Bloqueio do atrioventricular. Ili - Depressão de ST. IV - Prolongamento de PR. Das indicadas, acima, são alterações de repolarização:

Alternativas

  1. A) I e lI, apenas.
  2. B) IlI e IV, apenas.
  3. C) I e III, apenas.
  4. D) lI e IV, apenas.

Pérola Clínica

Hipocalemia: Ondas U proeminentes e Depressão de ST são alterações de repolarização no ECG.

Resumo-Chave

A hipocalemia (< 3,5 mEq/L) é uma anormalidade eletrolítica comum que pode causar alterações significativas no eletrocardiograma (ECG). As alterações de repolarização mais características incluem ondas U proeminentes e depressão do segmento ST. O prolongamento do intervalo PR e bloqueios atrioventriculares são menos típicos ou ocorrem em hipocalemias mais graves.

Contexto Educacional

A hipocalemia, definida como uma concentração sérica de potássio inferior a 3,5 mEq/L, é um distúrbio eletrolítico comum na prática clínica e pode ter consequências cardíacas graves. O potássio desempenha um papel fundamental na manutenção do potencial de membrana em repouso e na repolarização celular, especialmente no miocárdio. Alterações em seus níveis podem levar a disfunções elétricas cardíacas que são visíveis no eletrocardiograma (ECG). As alterações eletrocardiográficas na hipocalemia são progressivas e dependem da gravidade da deficiência de potássio. As manifestações mais características e que representam alterações de repolarização incluem a proeminência das ondas U e a depressão do segmento ST. A onda U é uma pequena deflexão positiva que segue a onda T e, embora sua origem exata seja debatida, sua proeminência na hipocalemia é um sinal clássico de repolarização ventricular tardia. A depressão do segmento ST também reflete um atraso na repolarização ventricular. Outras alterações incluem o achatamento ou inversão da onda T e, em casos graves, o prolongamento do intervalo QT (devido à fusão da onda T com a onda U), que aumenta o risco de arritmias ventriculares malignas, como a Torsades de Pointes. Para o residente, é essencial reconhecer essas alterações no ECG, pois a hipocalemia não tratada pode levar a arritmias potencialmente fatais. A correção do potássio sérico é a principal medida terapêutica, e o monitoramento eletrocardiográfico é crucial para avaliar a resposta ao tratamento e identificar riscos. Compreender a fisiopatologia e as manifestações eletrocardiográficas da hipocalemia é um conhecimento fundamental para a segurança do paciente e a prática clínica diária.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais alterações eletrocardiográficas da hipocalemia?

As alterações eletrocardiográficas mais comuns na hipocalemia incluem ondas U proeminentes, depressão do segmento ST, achatamento ou inversão da onda T e, em casos mais graves, prolongamento do intervalo QT (devido à onda U se fundir com a onda T) e arritmias como taquicardia ventricular e torsades de pointes.

O que são as ondas U proeminentes e por que ocorrem na hipocalemia?

As ondas U proeminentes são deflexões positivas que seguem a onda T no ECG. Na hipocalemia, elas se tornam mais visíveis e são consideradas uma alteração de repolarização ventricular tardia, possivelmente devido à repolarização prolongada das fibras de Purkinje ou de células M no miocárdio.

Como a hipocalemia afeta a repolarização cardíaca?

A hipocalemia afeta a repolarização cardíaca ao influenciar os canais de potássio, que são cruciais para a fase de repolarização do potencial de ação. A diminuição do potássio extracelular leva a um aumento da saída de potássio das células, prolongando a repolarização e manifestando-se como ondas U proeminentes e depressão do segmento ST no ECG.

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