SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2021
A hipocalemia aguda, devido à perda renal de potássio, e acompanhada de alcalose metabólica, deve ser, mais provavelmente, causada por:
Hipocalemia + alcalose metabólica + perda renal de potássio → diuréticos ou excesso de mineralocorticoides.
A hipocalemia aguda com alcalose metabólica e perda renal de potássio é classicamente causada por diuréticos de alça e tiazídicos, que aumentam a excreção de potássio e hidrogênio. Outra causa importante é o excesso de mineralocorticoides (como no hiperaldosteronismo primário ou secundário), que estimula a secreção de potássio e hidrogênio nos túbulos renais.
A hipocalemia, definida como níveis séricos de potássio abaixo de 3,5 mEq/L, é um distúrbio eletrolítico comum que pode ter consequências graves, incluindo arritmias cardíacas e fraqueza muscular. Quando acompanhada de alcalose metabólica e evidência de perda renal de potássio, o leque de diagnósticos diferenciais se estreita, focando principalmente em causas que afetam a função tubular renal. A fisiopatologia da hipocalemia com alcalose metabólica de origem renal envolve a perda excessiva de potássio e hidrogênio pelos rins. Isso pode ocorrer devido à ação de diuréticos (especialmente os de alça e tiazídicos), que inibem a reabsorção de sódio em diferentes segmentos do néfron, aumentando a entrega de sódio e água ao túbulo coletor, onde o potássio e o hidrogênio são trocados por sódio. Outra causa importante é o excesso de mineralocorticoides, seja primário (como no hiperaldosteronismo) ou secundário (como na estenose de artéria renal), que estimula diretamente a secreção de potássio e hidrogênio. O diagnóstico diferencial é crucial e inclui a avaliação do potássio urinário e do estado ácido-base. Um potássio urinário elevado na presença de hipocalemia sugere perda renal. Além dos diuréticos e do hiperaldosteronismo, outras condições como a síndrome de Bartter e a síndrome de Gitelman (tubulopatias hereditárias) também podem apresentar este quadro. O tratamento visa corrigir a causa subjacente e repor o potássio, monitorando de perto o paciente para evitar complicações.
Os diuréticos de alça (como furosemida) e os diuréticos tiazídicos (como hidroclorotiazida) são os principais responsáveis. Eles aumentam a entrega de sódio ao túbulo coletor, o que estimula a secreção de potássio e hidrogênio, levando à hipocalemia e alcalose metabólica.
O excesso de mineralocorticoides (como aldosterona) age nos túbulos coletores renais, aumentando a reabsorção de sódio e a secreção de potássio e hidrogênio. Isso resulta em hipocalemia, alcalose metabólica e, frequentemente, hipertensão arterial.
Na perda renal, o potássio urinário geralmente está elevado (>20 mEq/L) e a hipocalemia é frequentemente acompanhada de alcalose metabólica. Na perda gastrointestinal (ex: diarreia), o potássio urinário é baixo (<20 mEq/L) e a hipocalemia é tipicamente associada à acidose metabólica.
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