Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Paciente em uso de medicação anti-hipertensiva faz um ECG que mostra: redução da amplitude da onda T, onda U e depressão discreta do segmento P. Trata-se, mais provavelmente, de quadro de
Hipocalemia → redução onda T, onda U proeminente, depressão segmento ST/P no ECG.
A hipocalemia é uma causa comum de alterações eletrocardiográficas, incluindo a redução da amplitude da onda T e o surgimento de ondas U proeminentes. Essas alterações refletem a repolarização ventricular prolongada e a excitabilidade miocárdica alterada, podendo levar a arritmias graves.
A hipocalemia, definida como níveis séricos de potássio abaixo de 3,5 mEq/L, é um distúrbio eletrolítico comum com implicações significativas para a função cardíaca. Sua identificação precoce é crucial, pois pode levar a arritmias potencialmente fatais. A compreensão das manifestações eletrocardiográficas é um pilar fundamental para o diagnóstico e manejo em ambientes de emergência e terapia intensiva. Fisiologicamente, o potássio desempenha um papel vital na repolarização celular. A hipocalemia causa um aumento do potencial de repouso da membrana e prolonga a repolarização ventricular, manifestando-se no ECG por alterações como achatamento ou inversão da onda T, aparecimento de ondas U proeminentes (ondas positivas após a onda T), depressão do segmento ST e prolongamento do intervalo QT. A gravidade das alterações geralmente se correlaciona com o grau da hipocalemia. O tratamento da hipocalemia envolve a reposição de potássio, que pode ser oral ou intravenosa, dependendo da gravidade e da presença de sintomas ou alterações no ECG. É essencial monitorar o ECG durante a reposição, especialmente em casos de hipocalemia grave, para prevenir arritmias. A correção da causa subjacente da hipocalemia (diuréticos, vômitos, diarreia, etc.) é igualmente importante para evitar recorrências.
Os sinais clássicos de hipocalemia no ECG incluem redução da amplitude da onda T, surgimento ou proeminência da onda U, depressão do segmento ST e prolongamento do intervalo QT.
A hipocalemia afeta o potencial de repouso da membrana celular e a repolarização ventricular, prolongando a duração do potencial de ação e alterando a condução elétrica no coração.
A hipocalemia pode predispor a diversas arritmias, incluindo extrassístoles ventriculares, taquicardia ventricular, torsades de pointes e fibrilação ventricular, especialmente em pacientes com cardiopatia pré-existente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo