UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2015
Paciente do sexo masculino, 68 anos, chegou ao pronto-socorro com quadro de choque hipovolêmico (torpor, pressão arterial: 70 x 50 mmHg, enchimento capilar retardado, pele fria e oligúria) após 3 dias de diarreia intensa. Durante avaliação no pronto-socorro, enquanto recebia ressuscitação volêmica com cristaloides e aguardava o resultado dos exames laboratoriais, foi realizado um eletrocardiograma que evidenciou a seguinte alteração: (VER IMAGEM) Considerando o exposto acima, o resultado de exame laboratorial compatível com o quadro clínico E responsável pela alteração eletrocardiográfica evidenciada é:
Diarreia intensa + Choque hipovolêmico + ECG com onda U proeminente/achatamento T → Hipocalemia grave (K < 3,0 mEq/L).
Diarreia intensa pode levar à perda significativa de potássio, resultando em hipocalemia. Níveis séricos de potássio de 2,7 mEq/L (hipocalemia grave) são compatíveis com as alterações eletrocardiográficas clássicas, como achatamento da onda T, depressão do segmento ST e proeminência da onda U.
O choque hipovolêmico é uma emergência médica caracterizada pela redução do volume intravascular, levando à perfusão tecidual inadequada. Em pacientes idosos, a diarreia intensa é uma causa comum de desidratação grave e choque, devido à perda significativa de fluidos e eletrólitos. A apresentação clínica inclui torpor, hipotensão, taquicardia, enchimento capilar retardado e oligúria, refletindo a falha na perfusão de órgãos vitais. A diarreia, especialmente se prolongada, pode levar a distúrbios eletrolíticos importantes, sendo a hipocalemia (potássio sérico baixo) uma das mais perigosas. A perda de potássio ocorre principalmente pelo trato gastrointestinal. A hipocalemia grave (geralmente < 3,0 mEq/L) tem um impacto significativo na eletrofisiologia cardíaca, manifestando-se no eletrocardiograma (ECG) com alterações características. As alterações eletrocardiográficas da hipocalemia incluem achatamento ou inversão da onda T, depressão do segmento ST e, classicamente, a proeminência da onda U, que pode se tornar mais alta que a onda T. Essas alterações predispõem o paciente a arritmias cardíacas graves, como taquicardia ventricular e fibrilação ventricular. O manejo do choque hipovolêmico envolve a reposição volêmica agressiva com cristaloides, mas a identificação e correção rápida dos distúrbios eletrolíticos, como a hipocalemia, são igualmente cruciais para a estabilização hemodinâmica e prevenção de arritmias fatais.
A hipocalemia pode causar achatamento ou inversão da onda T, depressão do segmento ST, prolongamento do intervalo QT e, classicamente, o aparecimento ou proeminência da onda U, que pode se fundir com a onda T.
A diarreia intensa causa perda de potássio e bicarbonato pelo trato gastrointestinal, levando à hipocalemia e acidose metabólica, agravando o quadro de desidratação e choque.
A hipocalemia pode precipitar arritmias cardíacas graves, como taquicardia ventricular e fibrilação ventricular, que podem ser fatais. A correção do potássio é crucial para estabilizar o paciente e prevenir complicações.
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