PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2023
Durante o pré-operatório de pacientes oncológicos que serão submetidos ao tratamento cirúrgico observa-se, com relativa frequência, a ocorrência de hipocalemia. Nestes casos, é CORRETO afirmar que:
Hipocalemia → fraqueza muscular, cãibras, arritmias cardíacas. Reposição individualizada.
A hipocalemia, comum em pacientes oncológicos, pode causar fraqueza muscular devido à alteração do potencial de repouso das membranas celulares. É crucial identificar e corrigir o distúrbio eletrolítico antes da cirurgia para prevenir complicações neuromusculares e cardíacas.
A hipocalemia, definida como níveis séricos de potássio abaixo de 3,5 mEq/L, é um distúrbio eletrolítico comum, especialmente em pacientes oncológicos devido a fatores como vômitos, diarreia, má nutrição, uso de diuréticos ou síndromes paraneoplásicas. Sua ocorrência no pré-operatório é de grande importância clínica, pois pode aumentar o risco de complicações durante e após a cirurgia, incluindo arritmias cardíacas e disfunção neuromuscular. A fisiopatologia da hipocalemia envolve a alteração do potencial de repouso da membrana celular, tornando-a mais hiperpolarizada e, consequentemente, menos excitável. Isso afeta principalmente as células musculares e nervosas. Clinicamente, manifesta-se por fraqueza muscular, cãibras, fadiga, constipação e, em casos graves, paralisia flácida e íleo paralítico. No sistema cardiovascular, pode levar a arritmias cardíacas, como extrassístoles, taquicardia ventricular e fibrilação ventricular, além de alterações no ECG como depressão do segmento ST, achatamento da onda T e aparecimento da onda U. O manejo da hipocalemia no pré-operatório é crucial. A reposição de potássio deve ser individualizada, considerando a gravidade da hipocalemia, a presença de sintomas e a via de administração (oral ou intravenosa). A correção deve ser gradual para evitar hipercalemia iatrogênica. É fundamental monitorar os níveis séricos de potássio e o ECG, especialmente em pacientes com doenças cardíacas preexistentes ou em uso de medicamentos que afetam o potássio, como digoxina.
Os sintomas da hipocalemia incluem fraqueza muscular, cãibras, fadiga, constipação, e em casos mais graves, paralisia flácida, íleo paralítico e arritmias cardíacas.
No eletrocardiograma, a hipocalemia pode causar depressão do segmento ST, achatamento ou inversão da onda T, e o aparecimento de ondas U proeminentes, além de prolongamento do intervalo QT.
A reposição intravenosa de potássio é indicada em casos de hipocalemia grave (potássio < 2,5 mEq/L), presença de sintomas graves (arritmias, fraqueza muscular significativa) ou incapacidade de ingestão oral. Para hipocalemia leve a moderada, a via oral é preferencial.
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