HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2022
Paciente sexo masculino, 69 anos, deu entrada na emergência com fraqueza muscular intensa. Antecedente pessoal: furosemida 80 mg/dia. Exame físico: Peso 70 Kg, estatura 1,50m, FC= 64 bpm, PA= 112x68 mmHg, apresentando o ECG abaixo: Assinale o diagnóstico mais provável:
Furosemida + fraqueza muscular + ECG com onda U proeminente/depressão ST → Hipocalemia.
A furosemida, um diurético de alça, é uma causa comum de hipocalemia devido ao aumento da excreção renal de potássio. A hipocalemia pode causar fraqueza muscular intensa e alterações eletrocardiográficas características, como ondas U proeminentes, depressão do segmento ST e achatamento/inversão da onda T, que podem levar a arritmias cardíacas graves.
A hipocalemia, definida como níveis séricos de potássio abaixo de 3,5 mEq/L, é um distúrbio eletrolítico comum com potenciais consequências graves, especialmente cardiovasculares. Pacientes idosos e aqueles em uso de diuréticos, como a furosemida (um diurético de alça), estão particularmente em risco. A furosemida atua inibindo o cotransportador Na-K-2Cl na alça ascendente de Henle, levando a um aumento da excreção de potássio e, consequentemente, à hipocalemia. Clinicamente, a hipocalemia pode manifestar-se com fraqueza muscular, cãibras, fadiga e, em casos mais graves, paralisia flácida e rabdomiólise. No sistema cardiovascular, as alterações eletrocardiográficas são marcantes e incluem achatamento ou inversão da onda T, depressão do segmento ST e o surgimento ou proeminência da onda U. Essas alterações predispõem o paciente a arritmias cardíacas, como extrassístoles, taquicardia ventricular e fibrilação ventricular, tornando o diagnóstico e a correção urgentes. O diagnóstico é feito pela dosagem sérica de potássio e pela avaliação do ECG. O tratamento envolve a reposição de potássio, preferencialmente por via oral para casos leves a moderados, e intravenosa para hipocalemia grave ou sintomática, sempre com monitoramento cuidadoso para evitar hipercalemia. A identificação e correção da causa subjacente, como a suspensão ou ajuste da dose da furosemida, são essenciais para prevenir recorrências.
As alterações incluem achatamento ou inversão da onda T, depressão do segmento ST, e o surgimento ou proeminência da onda U, que pode se fundir com a onda T, simulando um prolongamento do intervalo QT.
A furosemida é um diurético de alça que inibe a reabsorção de sódio, potássio e cloreto na alça de Henle, aumentando a entrega de sódio ao túbulo coletor, o que estimula a secreção de potássio e hidrogênio, resultando em hipocalemia e alcalose metabólica.
Os sintomas variam com a gravidade e podem incluir fraqueza muscular, cãibras, paralisia flácida, íleo paralítico, arritmias cardíacas e, em casos graves, rabdomiólise e paralisia respiratória.
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