PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
A hipocalemia é um distúrbio hidroeletrolítico comum e potencialmente fatal quando grave. Um número significativo de pacientes candidatos à cirurgia apresenta essa condição clínica e o diagnóstico e a conduta apropriada são fundamentais para a boa evolução clínica do paciente. Em relação aos pacientes com hipocalemia é CORRETO afirmar:
Hipocalemia no ECG → Onda T achatada + Onda U proeminente + ST deprimido.
A hipocalemia altera a repolarização ventricular, manifestando-se no ECG com o aparecimento da onda U e achatamento da onda T, podendo evoluir para arritmias graves.
A hipocalemia (K+ < 3,5 mEq/L) é um dos distúrbios eletrolíticos mais frequentes na prática hospitalar, resultante de perdas digestivas, renais ou redistribuição transcelular (ex: uso de beta-agonistas ou insulina). No período perioperatório, sua correção é vital para evitar íleo paralítico e instabilidade hemodinâmica.\n\nA avaliação da etiologia pode ser auxiliada pelo potássio urinário: valores < 20 mEq/L sugerem perdas extrarrenais, enquanto > 20 mEq/L apontam para causas renais (como uso de diuréticos ou hiperaldosteronismo). O tratamento deve ser individualizado, focando na causa base e na reposição cautelosa para evitar a hipercalemia iatrogênica.
As alterações eletrocardiográficas refletem o atraso na repolarização ventricular. Inicialmente, observa-se o achatamento ou inversão da onda T e o aumento da amplitude da onda U (melhor vista em V2-V4). Com a progressão, ocorre depressão do segmento ST e aumento da amplitude da onda P. Em casos graves, o intervalo QU se prolonga (pseudo-prolongamento do QT), predispondo a arritmias como Torsades de Pointes e taquicardia ventricular.
A preferência é sempre pela via oral, por ser mais segura. A reposição intravenosa reserva-se para hipocalemia grave (< 2,5 mEq/L), sintomática ou em pacientes impossibilitados de usar a via oral. A taxa de infusão não deve exceder 10-20 mmol/hora em veia periférica para evitar flebite e risco de parada cardíaca. Monitorização cardíaca contínua é obrigatória durante a reposição venosa rápida.
A hipomagnesemia está presente em cerca de 40% dos pacientes hipocalêmicos. O magnésio é um cofator necessário para o funcionamento da bomba Na+/K+-ATPase e para o fechamento dos canais ROMK no túbulo distal. Sem magnésio, há uma perda excessiva de potássio na urina. Portanto, em casos de hipocalemia refratária, a correção do magnésio é essencial para o sucesso do tratamento.
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