UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2026
Paciente com hiperparatireoidismo secundário é submetido a paratireoidectomia total com autoimplante em membro superior. Faz reposição venosa de cálcio, mas, mesmo assim, apresenta sintomas de hipocalcemia após hemodiálise. Um dos sintomas de hipocalcemia presente, nesse caso, é:
Parestesia perioral e extremidades + Chvostek/Trousseau (+) = Hipocalcemia aguda.
A hipocalcemia aguda pós-paratireoidectomia ocorre pela queda súbita do PTH, levando à hiperexcitabilidade neuromuscular, manifestada inicialmente por parestesias.
A hipocalcemia é a complicação metabólica mais comum após cirurgias das paratireoides. O cálcio ionizado desempenha um papel crucial na estabilização das membranas celulares; sua redução diminui o limiar de despolarização dos neurônios, resultando em disparos repetitivos e involuntários. Isso explica por que os primeiros sintomas são sensoriais (parestesias) seguidos por motores (espasmos). Em pacientes renais crônicos com hiperparatireoidismo secundário, a paratireoidectomia total com autoimplante é uma técnica comum para evitar o hipoparatireoidismo definitivo, mas o período pós-operatório imediato é crítico. A hemodiálise pode influenciar os níveis de cálcio dependendo da concentração de cálcio no dialisato, exigindo ajustes finos na reposição venosa e oral.
A remoção das glândulas paratireoides causa uma queda abrupta nos níveis de paratormônio (PTH). Sem o PTH, a reabsorção óssea de cálcio e a reabsorção renal diminuem drasticamente. Em pacientes com hiperparatireoidismo secundário, pode ocorrer também a 'síndrome do osso faminto', onde o osso desmineralizado capta avidamente o cálcio circulante, exacerbando a queda sérica.
Os sinais clássicos são o Sinal de Chvostek (contração da musculatura facial ao percutir o nervo facial) e o Sinal de Trousseau (espasmo carpal após insuflação do manguito de pressão arterial acima da PAS por 3 minutos). Ambos indicam hiperexcitabilidade neuromuscular devido à baixa concentração de cálcio extracelular.
O tratamento de escolha é a administração de cálcio intravenoso, geralmente na forma de gluconato de cálcio a 10%. Deve-se monitorar o ECG durante a infusão devido ao risco de arritmias. Simultaneamente, inicia-se a reposição oral de cálcio e calcitriol (vitamina D ativa) para manutenção a longo prazo.
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