SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2021
Paciente submetido a um procedimento cirúrgico e após 3 dias do procedimento inicia com quadro de adormecimento perioral e tremores nos dedos além de dor e contratura muscular associado aos sinais de Chvostek e Trousseau. Qual a cirurgia realizada e o distúrbio apresentado em decorrência dessa cirurgia:
Parestesia perioral + Chvostek/Trousseau pós-tireoidectomia → Hipocalcemia aguda por lesão paratireoide.
A hipocalcemia aguda é uma complicação comum da tireoidectomia, geralmente devido à lesão ou remoção inadvertida das glândulas paratireoides. A deficiência de paratormônio (PTH) leva à queda dos níveis séricos de cálcio, manifestando-se com sinais neuromusculares como parestesias, tremores e tetania, além dos clássicos sinais de Chvostek e Trousseau.
A hipocalcemia é uma das complicações mais frequentes e potencialmente graves da tireoidectomia, com incidência variando de 1% a 50%, dependendo da extensão da cirurgia e da experiência do cirurgião. É crucial para o residente reconhecer seus sinais e sintomas precocemente para evitar morbidade significativa. A compreensão da anatomia cirúrgica do pescoço, especialmente a localização das glândulas paratireoides adjacentes à tireoide, é fundamental para a prevenção. A fisiopatologia envolve a diminuição da secreção de paratormônio (PTH) devido à lesão ou remoção das paratireoides, resultando em redução da reabsorção óssea de cálcio, diminuição da absorção intestinal de cálcio (pela falta de ativação da vitamina D) e aumento da excreção renal de cálcio. Clinicamente, manifesta-se com parestesias (perioral, extremidades), tremores, espasmos musculares, tetania e os sinais de Chvostek e Trousseau. O diagnóstico é confirmado pela dosagem sérica de cálcio total e iônico, e PTH. O tratamento da hipocalcemia sintomática é uma emergência médica, exigindo reposição intravenosa de cálcio. Para casos leves ou assintomáticos, a suplementação oral de cálcio e vitamina D pode ser suficiente. O acompanhamento pós-operatório é essencial para monitorar os níveis de cálcio e PTH, ajustando a terapia conforme necessário para prevenir complicações a longo prazo, como a hipocalcemia crônica.
Os principais sinais incluem parestesia perioral e nas extremidades, tremores, espasmos musculares, tetania e os clássicos sinais de Chvostek (espasmo facial ao percutir nervo facial) e Trousseau (espasmo carpopedal com manguito de pressão).
A conduta inicial para hipocalcemia sintomática é a reposição intravenosa de cálcio, geralmente gluconato de cálcio, para estabilizar o paciente. Posteriormente, pode ser necessária suplementação oral de cálcio e vitamina D.
A hipocalcemia após tireoidectomia ocorre devido à lesão, remoção inadvertida ou isquemia das glândulas paratireoides, que são responsáveis pela produção de paratormônio (PTH). A deficiência de PTH leva à diminuição da absorção de cálcio e aumento da excreção renal.
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