SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2024
Paciente do sexo feminino, 28 anos de idade, em tratamento para hipertireoidismo sem controle adequado. É admitida no hospital para tireoidectomia total, procedimento transcorreu sem intercorrências. No primeiro dia do pós-operatório não conseguiu se alimentar adequadamente por dor em região cervical e apresentou débito de 100 ml de líquido sanguinolento pelo dreno cervical. Além disso iniciou quadro de câimbras, parestesias de mãos e pés, irritabilidade e espasmos musculares esporádicos. Marque a alternativa que possui o exame a ser solicitado para elucidação diagnóstica.
Pós-tireoidectomia + câimbras/parestesias/irritabilidade → suspeitar hipocalcemia → dosar cálcio sérico.
A hipocalcemia é uma complicação comum da tireoidectomia total devido à lesão ou remoção inadvertida das glândulas paratireoides, que são responsáveis pela produção de paratormônio (PTH) e regulação do cálcio. Os sintomas incluem parestesias, câimbras, espasmos musculares e irritabilidade, que podem evoluir para tetania. A dosagem de cálcio sérico é o exame chave para o diagnóstico.
A hipocalcemia pós-tireoidectomia é a complicação mais comum da tireoidectomia total, ocorrendo em até 30% dos pacientes, embora a hipocalcemia permanente seja menos frequente. Ela resulta da lesão, remoção inadvertida ou isquemia das glândulas paratireoides, que são responsáveis pela secreção do paratormônio (PTH), hormônio crucial na regulação do cálcio sérico. A importância clínica reside na morbidade associada aos sintomas e no risco de complicações graves se não tratada prontamente. A fisiopatologia envolve a redução dos níveis de PTH, levando à diminuição da reabsorção óssea de cálcio, da reabsorção renal de cálcio e da ativação da vitamina D, que por sua vez reduz a absorção intestinal de cálcio. Os sintomas geralmente aparecem nas primeiras 24-72 horas pós-cirurgia e incluem parestesias (formigamento) periorais e nas extremidades, câimbras, espasmos musculares, irritabilidade e, em casos mais graves, tetania, laringoespasmo e convulsões. O diagnóstico é confirmado pela dosagem de cálcio sérico total e ionizado, e PTH. O tratamento da hipocalcemia aguda sintomática consiste na administração intravenosa de gluconato de cálcio. Para hipocalcemia assintomática ou crônica, a suplementação oral de cálcio e vitamina D é a base do tratamento. A prevenção envolve técnicas cirúrgicas cuidadosas para preservar as paratireoides e, em alguns casos, a autoimplantação de paratireoides. O prognóstico é geralmente bom com o manejo adequado, mas a hipocalcemia permanente requer terapia de reposição contínua.
Os sintomas clássicos incluem parestesias periorais e nas extremidades, câimbras musculares, espasmos musculares, irritabilidade, e em casos graves, tetania, laringoespasmo e convulsões. Sinais de Chvostek e Trousseau podem estar presentes.
A hipocalcemia ocorre devido à lesão, remoção inadvertida ou isquemia das glândulas paratireoides durante a cirurgia. Isso leva à diminuição da produção de paratormônio (PTH), que é essencial para manter os níveis séricos de cálcio.
A conduta inicial para hipocalcemia sintomática é a reposição intravenosa de cálcio (geralmente gluconato de cálcio), seguida por suplementação oral de cálcio e vitamina D, com monitoramento rigoroso dos níveis séricos de cálcio.
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