ENARE/ENAMED — Prova 2024
Paciente do sexo feminino, 56 anos, em pós-operatório de tireoidectomia radical, deu entrada no pronto atendimento com queixa de formigamento em membros superiores e tremores, associados a sudorese. No exame físico, são encontrados sinais de Trousseau e Chvostek positivos. Considerando o antecedente da paciente, qual eletrólito pode estar em níveis alterados e que poderia explicar a clínica e os achados no exame físico?
Pós-tireoidectomia + formigamento/tremores + Trousseau/Chvostek positivos → Hipocalcemia por lesão paratireoidea.
A tireoidectomia radical pode causar lesão ou remoção inadvertida das glândulas paratireoides, levando à diminuição da produção de PTH e, consequentemente, à hipocalcemia. Os sintomas como formigamento, tremores e os sinais de Trousseau e Chvostek são clássicos da hipocalcemia, que deve ser prontamente investigada e tratada no pós-operatório.
A tireoidectomia radical é um procedimento cirúrgico comum para o tratamento de diversas patologias da tireoide, como câncer, bócio multinodular e hipertireoidismo. Uma das complicações mais frequentes e clinicamente significativas do pós-operatório é a hipocalcemia, que ocorre devido à lesão, remoção inadvertida ou isquemia das glândulas paratireoides, localizadas adjacentes à tireoide. Essas glândulas são responsáveis pela produção do Paratormônio (PTH), hormônio essencial para a regulação dos níveis de cálcio no sangue. A deficiência de PTH leva a uma diminuição da reabsorção de cálcio nos rins e nos ossos, além de prejudicar a ativação da vitamina D, resultando em hipocalcemia. Os sintomas da hipocalcemia podem variar de parestesias (formigamento) em extremidades e perioral, tremores, cãibras musculares, até manifestações mais graves como tetania, laringoespasmo e convulsões. Os sinais de Trousseau (espasmo carpopedal após insuflação de manguito de pressão) e Chvostek (contração facial após percussão do nervo facial) são clássicos e indicam hiperexcitabilidade neuromuscular. O diagnóstico é confirmado pela dosagem sérica de cálcio e PTH. O manejo da hipocalcemia pós-tireoidectomia envolve a reposição de cálcio, inicialmente intravenosa em casos sintomáticos graves, seguida por suplementação oral de cálcio e vitamina D (calcitriol) para manutenção. A prevenção e o reconhecimento precoce dessa complicação são cruciais para evitar morbidade significativa e garantir uma recuperação pós-operatória segura para o paciente.
O sinal de Trousseau é o espasmo carpopedal induzido pela insuflação de um manguito de pressão arterial acima da pressão sistólica por 3 minutos. O sinal de Chvostek é a contração dos músculos faciais ao percutir o nervo facial anterior à orelha. Ambos são indicativos de hiperexcitabilidade neuromuscular causada por hipocalcemia.
A tireoidectomia radical pode levar à hipocalcemia devido à lesão, remoção inadvertida ou isquemia das glândulas paratireoides, que são responsáveis pela produção do Paratormônio (PTH). A deficiência de PTH resulta em diminuição da reabsorção de cálcio nos rins e nos ossos, e redução da ativação da vitamina D, levando à queda dos níveis séricos de cálcio.
A conduta inicial para hipocalcemia sintomática é a reposição intravenosa de cálcio, geralmente gluconato de cálcio, para estabilizar o paciente. Posteriormente, a reposição oral de cálcio e vitamina D (calcitriol) é iniciada para manter os níveis séricos adequados e prevenir recorrências.
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