MedEvo Simulado — Prova 2025
Maria, 48 anos de idade, procura o pronto-socorro com queixas de formigamento perioral, nas mãos e nos pés, além de cãibras musculares e fraqueza generalizada. Ela realizou tireoidectomia total há um mês devido a um bócio multinodular e atualmente faz uso de levotiroxina 125mcg/dia. No exame físico, apresenta sinal de Chvostek positivo e contratura carpal após 2 minutos de insuflação do manguito do esfigmomanômetro acima da pressão arterial sistólica (sinal de Trousseau). Seus exames laboratoriais recentes mostram: cálcio total 7,0 mg/dL (VR: 8,5-10,5 mg/dL); fósforo 5,8 mg/dL (VR: 2,5-4,5 mg/dL); albumina 4,0 g/dL (VR: 3,5-5,0 g/dL).<br><br>Assinale a alternativa que apresenta uma complicação precoce ou tardia que NÃO ocorre devido ao distúrbio metabólico mais provavelmente apresentado pela paciente:
Hipocalcemia pós-tireoidectomia → Chvostek/Trousseau, tetania. Nefrolitíase é complicação de hipercalcemia.
A paciente apresenta hipocalcemia pós-tireoidectomia, provavelmente por hipoparatireoidismo iatrogênico. Os sinais de Chvostek e Trousseau, formigamento e cãibras são manifestações de excitabilidade neuromuscular aumentada. Nefrolitíase é uma complicação da hipercalcemia, não da hipocalcemia.
A hipocalcemia é uma complicação comum e potencialmente grave da tireoidectomia total, ocorrendo em até 30% dos pacientes, principalmente devido ao hipoparatireoidismo iatrogênico. As glândulas paratireoides, responsáveis pela produção de paratormônio (PTH) que regula os níveis de cálcio, podem ser inadvertidamente lesadas ou removidas durante a cirurgia. A deficiência de PTH leva à queda do cálcio sérico e ao aumento do fósforo sérico, resultando em sintomas de excitabilidade neuromuscular. Os sintomas da hipocalcemia incluem parestesias (formigamento) periorais e em extremidades, cãibras musculares, tetania, e em casos graves, laringoespasmo, broncoespasmo e convulsões. Os sinais de Chvostek (contração da musculatura facial ao percutir o nervo facial) e Trousseau (espasmo carpal após insuflação do manguito do esfigmomanômetro) são clássicos da hipocalcemia. O diagnóstico é confirmado por níveis baixos de cálcio total (corrigido pela albumina) e/ou cálcio iônico, com fósforo elevado e PTH baixo. As complicações da hipocalcemia não tratada podem ser agudas e crônicas. As agudas incluem as já mencionadas tetania e laringoespasmo. As crônicas podem envolver calcificações de gânglios da base (levando a síndromes rígido-acinéticas como parkinsonismo), catarata e alterações cardíacas como prolongamento do intervalo QT e insuficiência cardíaca congestiva. É crucial diferenciar essas complicações daquelas associadas à hipercalcemia, como a nefrolitíase recorrente, que não ocorre na hipocalcemia.
Os sinais clínicos incluem parestesias periorais e em extremidades, cãibras musculares, tetania, laringoespasmo, broncoespasmo, convulsões e, nos exames físicos, os sinais de Chvostek e Trousseau.
A principal causa é o hipoparatireoidismo iatrogênico, resultante da lesão ou remoção acidental das glândulas paratireoides durante a cirurgia de tireoidectomia, levando à deficiência de paratormônio (PTH).
A nefrolitíase (cálculos renais) é tipicamente uma complicação da hipercalcemia, onde o excesso de cálcio no sangue leva a uma maior excreção renal de cálcio, favorecendo a formação de cálculos. Na hipocalcemia, a excreção de cálcio é geralmente reduzida.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo