INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2021
Homem, 68 anos, hipertenso em uso regular de captopril, foi submetido à tireoidectomia total por carcinoma papilífero, sem intercorrências. No primeiro dia de pós-operatório, queixavase de parestesias, principalmente em torno da boca e nas mãos, e de que estava com dificuldade em estender os quirodáctilos. Exame físico: bom estado geral; sem rouquidão; normotenso; sem arritmias. A conduta mais adequada para este paciente é:
Parestesias periorais/mãos + espasmo carpopedal pós-tireoidectomia → Hipocalcemia = Reposição de cálcio.
A hipocalcemia é uma complicação comum da tireoidectomia total, devido à lesão ou remoção das glândulas paratireoides. Os sintomas incluem parestesias (perioral, extremidades) e tetania, que requerem reposição imediata de cálcio.
A hipocalcemia é a complicação mais comum da tireoidectomia total, ocorrendo em até 30% dos pacientes, principalmente devido à lesão ou remoção inadvertida das glândulas paratireoides durante o procedimento. É crucial para o residente reconhecer os sintomas precocemente, pois a hipocalcemia não tratada pode levar a arritmias cardíacas, laringoespasmo e convulsões, com risco de vida. A fisiopatologia envolve a redução da secreção de paratormônio (PTH), que regula os níveis séricos de cálcio. O diagnóstico é clínico, com parestesias periorais e nas extremidades, espasmo carpopedal (sinal de Trousseau) e espasmo facial (sinal de Chvostek), confirmado pela dosagem de cálcio sérico. A suspeita deve ser alta em qualquer paciente pós-tireoidectomia com esses sintomas. O tratamento consiste na reposição de cálcio, inicialmente intravenosa com gluconato de cálcio para casos sintomáticos ou com hipocalcemia grave, seguida de cálcio oral e vitamina D (calcitriol) para manutenção. O acompanhamento dos níveis de cálcio e PTH é fundamental para ajustar a terapia e prevenir hipocalcemia crônica.
Os sinais incluem parestesias periorais e nas extremidades, espasmo carpopedal (sinal de Trousseau), hiperreflexia e, em casos graves, tetania e convulsões.
A conduta inicial é a reposição intravenosa de cálcio, geralmente gluconato de cálcio, seguida de cálcio oral e vitamina D, se necessário.
A hipocalcemia é fortemente sugerida pelo contexto de tireoidectomia recente e pela presença de sinais como Trousseau ou Chvostek, além da dosagem sérica de cálcio.
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