UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2015
RN, pré-termo, (36 semanas de idade gestacional), parto normal sem intercorrências com 12h de vida, evolui com crise convulsiva e apneia. Transferido para UTI Neonatal. Após dosagem sérica de eletrólitos, verifica-se hipocalcemia. Dentre as alternativas abaixo, é causa precoce de hipocalcemia:
RN pré-termo com convulsão/apneia e hipocalcemia precoce → considerar prematuridade como fator etiológico principal.
A hipocalcemia neonatal precoce, que ocorre nas primeiras 72 horas de vida, é frequentemente associada à prematuridade devido à imaturidade das glândulas paratireoides e à resposta alterada à calcitonina, além de menor reserva de cálcio.
A hipocalcemia neonatal é um distúrbio eletrolítico comum, especialmente em recém-nascidos pré-termo, e pode levar a manifestações neurológicas graves como convulsões e apneia. É crucial para o residente de pediatria e neonatologia reconhecer e manejar essa condição prontamente, diferenciando suas causas precoces e tardias para um tratamento adequado. A prematuridade é um dos principais fatores de risco para a hipocalcemia neonatal precoce, que se manifesta nas primeiras 72 horas de vida. A fisiopatologia da hipocalcemia precoce em prematuros envolve a imaturidade das glândulas paratireoides, resultando em uma resposta inadequada do paratormônio (PTH) à queda do cálcio sérico, além de uma menor reserva de cálcio transferida da mãe no último trimestre da gestação. Outros fatores como asfixia perinatal, diabetes materno e uso de bicarbonato de sódio também podem contribuir. O diagnóstico é feito pela dosagem do cálcio sérico total ou ionizado, e a suspeita clínica é fundamental diante de sintomas como irritabilidade, tremores, convulsões ou apneia. O tratamento da hipocalcemia neonatal geralmente envolve a administração intravenosa de gluconato de cálcio, seguida de suplementação oral, se necessário. É fundamental monitorar os níveis de cálcio e os sinais vitais do neonato durante a terapia. A prevenção, quando possível, inclui o controle adequado do diabetes materno e a atenção aos fatores de risco durante o parto e no período pós-natal imediato, visando minimizar as complicações associadas a este distúrbio metabólico.
Os sinais clínicos de hipocalcemia neonatal incluem irritabilidade, tremores, convulsões, apneia, taquicardia e hipotonia. Em casos graves, pode haver tetania ou laringoespasmo.
A prematuridade é uma causa precoce de hipocalcemia devido à imaturidade das glândulas paratireoides, que produzem PTH, e à menor transferência placentária de cálcio no terceiro trimestre, além de uma resposta alterada à calcitonina.
A hipocalcemia precoce ocorre nas primeiras 72 horas de vida e está ligada a fatores como prematuridade, asfixia e diabetes materno. A tardia surge após 72 horas e está associada a fatores dietéticos (alta carga de fosfato) ou deficiência de vitamina D.
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