INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Um médico é chamado para avaliar um homem internado por pancreatite aguda biliar. Ao chegar ao posto de enfermagem, a técnica narra que o paciente começou a se queixar de “uma cãibra” na mão, enquanto ela estava começando a desinflar o manguito do esfignomanômetro. O paciente queixa-se de parestesias periorais e nas extremidades. Ao exame, o paciente está angustiado e sudorético, com os sinais vitais inalterados e com glicemia capilar de 138 mg/dL. O médico, então, pede um manguito, infla a bolsa durante 3 minutos acima da pressão sistólica e observa a mão contraturada. Depois, percute o nervo facial e observa contração dos músculos perilabiais ipsilateralmente. Diante disso, ele solicita um eletrocardiograma e constata que o intervalo QTc está aumentado. Considerando o caso clínico apresentado, assinale a opção que descreve a hipótese clínica correta para explicar o cenário e as alterações descritos.
Pancreatite aguda + Trousseau, Chvostek, parestesias, QTc prolongado → Hipocalcemia.
A hipocalcemia é uma complicação potencial da pancreatite aguda, resultante da saponificação do cálcio pelos ácidos graxos liberados na necrose pancreática. Manifesta-se clinicamente por tetania (sinais de Trousseau e Chvostek), parestesias periorais e de extremidades, e pode causar prolongamento do intervalo QTc no eletrocardiograma.
A hipocalcemia é um distúrbio eletrolítico comum e potencialmente grave em pacientes com pancreatite aguda, especialmente nas formas mais severas. Sua fisiopatologia principal envolve a saponificação do cálcio, onde os ácidos graxos liberados pela necrose do tecido adiposo pancreático se ligam ao cálcio sérico, formando sabões insolúveis e diminuindo os níveis de cálcio ionizado. As manifestações clínicas da hipocalcemia são principalmente neuromusculares, decorrentes do aumento da excitabilidade da membrana celular. Incluem parestesias periorais e de extremidades, espasmos musculares, cãibras e, em casos mais graves, tetania. Os sinais de Trousseau (espasmo carpopedal induzido por isquemia) e Chvostek (contração dos músculos faciais ao percutir o nervo facial) são clássicos e de fácil elicitação ao exame físico. No eletrocardiograma, a hipocalcemia pode causar prolongamento do intervalo QTc, aumentando o risco de arritmias ventriculares. O reconhecimento rápido desses sinais e sintomas, juntamente com a confirmação laboratorial, é fundamental para o manejo adequado. A reposição de cálcio intravenoso é a terapia de escolha para hipocalcemia sintomática, visando prevenir complicações como arritmias cardíacas e laringoespasmo. Para residentes, é crucial estar atento a essa complicação em pacientes com pancreatite aguda.
Os sinais clássicos incluem parestesias periorais e de extremidades, espasmos musculares, cãibras, tetania, e os sinais de Trousseau (espasmo carpopedal induzido por isquemia) e Chvostek (contração facial à percussão do nervo facial).
Na pancreatite aguda, a necrose do tecido adiposo libera ácidos graxos que se ligam ao cálcio sérico, formando sabões insolúveis (saponificação), o que reduz os níveis de cálcio ionizado disponível no sangue.
O prolongamento do intervalo QTc no ECG é uma manifestação cardíaca da hipocalcemia, indicando um risco aumentado de arritmias ventriculares graves, como Torsades de Pointes, e exige correção imediata do cálcio.
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