PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2023
Você está acompanhando uma paciente secundigesta, com 1 parto normal prévio, em trabalho de parto. Após 6 horas de evolução, você identifica no partograma uma distócia por hipoatividade uterina. Nesta situação e considerando-se o partograma, qual é a conduta imediata mais indicada?
Distócia por hipoatividade uterina no partograma → Ocitocina endovenosa para otimizar contrações.
Em uma paciente com distócia de trabalho de parto por hipoatividade uterina, evidenciada no partograma após 6 horas de evolução, a conduta imediata mais indicada é a administração de ocitocina endovenosa. A ocitocina estimula as contrações uterinas, visando corrigir a ineficácia contrátil e promover a progressão do parto.
A hipoatividade uterina é uma das causas mais comuns de distócia de trabalho de parto, caracterizada por contrações uterinas insuficientes em frequência, intensidade ou duração para promover a dilatação cervical e a descida fetal. O diagnóstico é feito clinicamente e confirmado pelo partograma, que permite identificar a falha na progressão do trabalho de parto. A identificação precoce dessa condição é crucial para evitar complicações maternas e fetais, como infecção, exaustão materna e sofrimento fetal. A fisiopatologia envolve uma resposta uterina inadequada aos estímulos fisiológicos do trabalho de parto. Em pacientes com hipoatividade uterina, a conduta imediata mais indicada é a condução do trabalho de parto com ocitocina endovenosa. A ocitocina é um hormônio sintético que estimula as contrações uterinas, aumentando sua frequência e intensidade, visando restabelecer um padrão contrátil eficaz e acelerar a progressão do parto. A dose deve ser titulada cuidadosamente, com monitoramento contínuo da atividade uterina e da vitalidade fetal. O tratamento com ocitocina deve ser acompanhado de monitoramento rigoroso para evitar complicações como taquissistolia uterina, que pode levar a sofrimento fetal ou rotura uterina. Se, mesmo com a ocitocina, não houver progressão adequada do trabalho de parto ou se surgirem sinais de comprometimento fetal, a cesariana pode ser necessária. A decisão pela via de parto deve considerar a paridade da paciente, as condições cervicais, a apresentação fetal e a resposta à ocitocina.
O partograma registra a dilatação cervical e a descida da apresentação fetal ao longo do tempo. Uma curva de dilatação que não progride adequadamente ou que se desvia para a direita da linha de alerta sugere hipoatividade uterina.
Os principais riscos incluem taquissistolia uterina (contrações excessivas), que pode levar a sofrimento fetal, rotura uterina e descolamento prematuro de placenta. A monitorização fetal e uterina é essencial.
A cesárea é indicada se a condução com ocitocina não resultar em progressão adequada do trabalho de parto, se houver sinais de sofrimento fetal ou se surgirem outras complicações que impeçam o parto vaginal.
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