Hipoatividade Uterina: Manejo com Ocitocina no Parto

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2023

Enunciado

Você está acompanhando uma paciente secundigesta, com 1 parto normal prévio, em trabalho de parto. Após 6 horas de evolução, você identifica no partograma uma distócia por hipoatividade uterina. Nesta situação e considerando-se o partograma, qual é a conduta imediata mais indicada?

Alternativas

  1. A) Cesárea.
  2. B) Expectante.
  3. C) Analgesia.
  4. D) Ocitocina via oral.
  5. E) Ocitocina endovenosa.

Pérola Clínica

Distócia por hipoatividade uterina no partograma → Ocitocina endovenosa para otimizar contrações.

Resumo-Chave

Em uma paciente com distócia de trabalho de parto por hipoatividade uterina, evidenciada no partograma após 6 horas de evolução, a conduta imediata mais indicada é a administração de ocitocina endovenosa. A ocitocina estimula as contrações uterinas, visando corrigir a ineficácia contrátil e promover a progressão do parto.

Contexto Educacional

A hipoatividade uterina é uma das causas mais comuns de distócia de trabalho de parto, caracterizada por contrações uterinas insuficientes em frequência, intensidade ou duração para promover a dilatação cervical e a descida fetal. O diagnóstico é feito clinicamente e confirmado pelo partograma, que permite identificar a falha na progressão do trabalho de parto. A identificação precoce dessa condição é crucial para evitar complicações maternas e fetais, como infecção, exaustão materna e sofrimento fetal. A fisiopatologia envolve uma resposta uterina inadequada aos estímulos fisiológicos do trabalho de parto. Em pacientes com hipoatividade uterina, a conduta imediata mais indicada é a condução do trabalho de parto com ocitocina endovenosa. A ocitocina é um hormônio sintético que estimula as contrações uterinas, aumentando sua frequência e intensidade, visando restabelecer um padrão contrátil eficaz e acelerar a progressão do parto. A dose deve ser titulada cuidadosamente, com monitoramento contínuo da atividade uterina e da vitalidade fetal. O tratamento com ocitocina deve ser acompanhado de monitoramento rigoroso para evitar complicações como taquissistolia uterina, que pode levar a sofrimento fetal ou rotura uterina. Se, mesmo com a ocitocina, não houver progressão adequada do trabalho de parto ou se surgirem sinais de comprometimento fetal, a cesariana pode ser necessária. A decisão pela via de parto deve considerar a paridade da paciente, as condições cervicais, a apresentação fetal e a resposta à ocitocina.

Perguntas Frequentes

Como o partograma auxilia no diagnóstico da hipoatividade uterina?

O partograma registra a dilatação cervical e a descida da apresentação fetal ao longo do tempo. Uma curva de dilatação que não progride adequadamente ou que se desvia para a direita da linha de alerta sugere hipoatividade uterina.

Quais são os riscos da administração de ocitocina endovenosa?

Os principais riscos incluem taquissistolia uterina (contrações excessivas), que pode levar a sofrimento fetal, rotura uterina e descolamento prematuro de placenta. A monitorização fetal e uterina é essencial.

Quando a cesárea é indicada em casos de distócia por hipoatividade uterina?

A cesárea é indicada se a condução com ocitocina não resultar em progressão adequada do trabalho de parto, se houver sinais de sofrimento fetal ou se surgirem outras complicações que impeçam o parto vaginal.

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