FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2022
Em paciente do sexo feminino, 58 anos, com diagnóstico prévio de diabete melito tipo 2, disfunção renal crônica leve estágio 2, apresentando hipercalemia e acidose metabólica hiperclorêmica, sem sintomatologia específica associada. A melhor hipótese diagnóstica é:
DM2 + DRC + Hipercalemia + Acidose metabólica hiperclorêmica → Hipoaldosteronismo hiporreninêmico (ATR tipo 4).
A combinação de diabetes mellitus tipo 2, doença renal crônica leve, hipercalemia e acidose metabólica hiperclorêmica, na ausência de sintomas específicos, é altamente sugestiva de hipoaldosteronismo hiporreninêmico, também conhecido como Acidose Tubular Renal tipo 4.
O hipoaldosteronismo hiporreninêmico, também conhecido como Acidose Tubular Renal (ATR) tipo 4, é uma condição caracterizada por hipercalemia e acidose metabólica hiperclorêmica, resultante da deficiência de aldosterona e/ou da resistência dos túbulos renais à sua ação, em um contexto de baixos níveis de renina. É frequentemente observado em pacientes com diabetes mellitus (especialmente tipo 2) e doença renal crônica, devido à disfunção do aparelho justaglomerular que leva à diminuição da produção de renina e, consequentemente, de aldosterona. Outras causas incluem o uso de certos medicamentos (como AINEs, inibidores da ECA, bloqueadores do receptor de angiotensina) e doenças tubulointersticiais. O diagnóstico é laboratorial, com a tríade de hipercalemia, acidose metabólica hiperclorêmica e níveis baixos de renina e aldosterona. O tratamento visa corrigir a hipercalemia e a acidose, podendo incluir restrição de potássio na dieta, uso de diuréticos de alça e, em alguns casos, fludrocortisona.
As principais características são hipercalemia, acidose metabólica hiperclorêmica e níveis baixos de renina e aldosterona.
O diabetes mellitus, especialmente o tipo 2, é uma causa comum de hipoaldosteronismo hiporreninêmico devido à disfunção do aparelho justaglomerular e à neuropatia autonômica.
A deficiência de aldosterona leva à redução da excreção de potássio e hidrogênio pelos rins, resultando em hipercalemia e acidose metabólica hiperclorêmica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo