Hipoalbuminemia: Correção com Albumina 20% e Dose

UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2026

Enunciado

Na abordagem terapêutica, faz-se necessária a correção da hipoalbuminemia em virtude do resultado de laboratório, assim como da presença de ascite e edema de membros inferiores. Neste caso, deve-se administrar:

Alternativas

  1. A) albumina 5% + soro glicosado 5%.
  2. B) albumina a 5% - 0,5 – 1 g /kg.
  3. C) albumina 5% + ringer com lactato.
  4. D) albumina 20% + soro fisiológico.
  5. E) albumina a 20% - 0,5 – 1 g/kg.

Pérola Clínica

Hipoalbuminemia + ascite/edema → Correção = Albumina 20% (0,5-1 g/kg) para otimizar pressão oncótica e mobilizar líquido.

Resumo-Chave

Na hipoalbuminemia sintomática com ascite e edema, a albumina 20% é preferível pela sua maior concentração, permitindo a correção da pressão oncótica com menor volume infundido, reduzindo o risco de sobrecarga hídrica. A dose usual varia de 0,5 a 1 g/kg.

Contexto Educacional

A hipoalbuminemia é uma condição comum em diversas patologias, como doenças hepáticas avançadas, síndrome nefrótica, desnutrição grave e estados inflamatórios crônicos. A albumina, principal proteína plasmática, desempenha um papel crucial na manutenção da pressão oncótica e no transporte de diversas substâncias. Quando os níveis de albumina sérica caem significativamente, e o paciente apresenta manifestações clínicas como ascite e edema de membros inferiores, a correção terapêutica torna-se necessária para restaurar a pressão oncótica e mobilizar o excesso de líquido do espaço extravascular para o intravascular. A escolha entre as diferentes concentrações de albumina (5% ou 20%) depende do objetivo terapêutico. A albumina 5% é uma solução isotônica, mais utilizada para expansão volêmica em pacientes hipovolêmicos com hipoalbuminemia. Já a albumina 20% é uma solução hipertônica, com maior concentração de proteína por volume. Sua principal indicação é a correção da hipoalbuminemia sintomática, especialmente em pacientes com ascite e edema, pois permite um aumento mais eficaz da pressão oncótica com a administração de um volume menor, minimizando o risco de sobrecarga hídrica, um fator crítico em pacientes com comprometimento cardíaco ou renal. A dose recomendada de albumina 20% para correção de hipoalbuminemia sintomática geralmente varia de 0,5 a 1 g/kg, podendo ser administrada em doses fracionadas ou contínuas, conforme a necessidade clínica e a resposta do paciente. É fundamental monitorar a diurese, o balanço hídrico e os eletrólitos, além dos níveis séricos de albumina, para ajustar a terapia e evitar complicações como sobrecarga volêmica ou desequilíbrios eletrolíticos. A evidência suporta o uso de albumina em situações específicas, como peritonite bacteriana espontânea, síndrome hepatorrenal e grandes paracentese, onde demonstrou reduzir a mortalidade e a incidência de complicações.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre albumina 5% e 20% na correção da hipoalbuminemia?

A albumina 5% é isotônica e mais utilizada para expansão volêmica em situações de hipovolemia com hipoalbuminemia, enquanto a albumina 20% é hipertônica e mais concentrada. A 20% é preferida para correção de hipoalbuminemia sintomática com ascite e edema, pois aumenta a pressão oncótica com menor volume, mobilizando líquido do interstício para o intravascular e reduzindo o risco de sobrecarga hídrica, especialmente em pacientes com disfunção cardíaca ou renal.

Quando a correção da hipoalbuminemia é clinicamente indicada?

A correção da hipoalbuminemia não é sempre necessária apenas pelo valor laboratorial. É indicada quando há manifestações clínicas significativas, como ascite refratária, edema periférico importante, ou em situações específicas como peritonite bacteriana espontânea (PBE) em cirróticos, síndrome hepatorrenal, ou grandes paracentese, onde a albumina tem um papel na prevenção de complicações e na estabilização hemodinâmica.

Qual a fisiopatologia da ascite e edema na hipoalbuminemia?

A albumina é a principal proteína plasmática responsável pela manutenção da pressão oncótica intravascular. Na hipoalbuminemia, a redução da pressão oncótica leva à saída de líquido do espaço intravascular para o interstício (formando edema) e para a cavidade peritoneal (formando ascite). Isso é agravado por outros fatores como retenção de sódio e água, aumento da pressão hidrostática e vasodilatação esplâncnica em condições como cirrose.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo