CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2020
Pré–escolar de 4 anos, sexo masculino, foi levado ao pediatra por apresentar anorexia, cefaleia, vômito, ressecamento e descamação irritativa da pele, lesões seborreicas cutânea, rachadura nos cantos da boca, alopecia. Refere que faz uso de polivitamínico por tempo prolongado. A hipótese mais provável é hipervitaminose crônica de vitamina:
Anorexia, cefaleia, vômito, descamação da pele, alopecia em criança com uso prolongado de polivitamínico → Hipervitaminose A.
A hipervitaminose A crônica em crianças, frequentemente associada ao uso excessivo de suplementos vitamínicos, manifesta-se com sintomas inespecíficos como anorexia, cefaleia e vômitos, além de achados cutâneos característicos como ressecamento, descamação, lesões seborreicas e alopecia. O diagnóstico é clínico e confirmado pela história de ingestão excessiva.
A vitamina A é uma vitamina lipossolúvel essencial para a visão, crescimento, função imunológica e integridade da pele. No entanto, por ser lipossolúvel, seu excesso não é facilmente excretado e pode se acumular no organismo, levando à toxicidade. A hipervitaminose A pode ser aguda (ingestão de uma grande dose única) ou crônica (ingestão prolongada de doses elevadas). Em crianças, a forma crônica é mais comum e frequentemente resulta do uso indiscriminado ou excessivo de suplementos vitamínicos, muitas vezes sem orientação médica, ou de dietas com alto consumo de alimentos ricos em vitamina A. Os sintomas da hipervitaminose A crônica são variados e podem ser inespecíficos no início, dificultando o diagnóstico. A combinação de sintomas gastrointestinais (anorexia, vômitos), neurológicos (cefaleia, irritabilidade) e, crucialmente, dermatológicos (ressecamento, descamação, lesões seborreicas, alopecia, queilite) em uma criança com histórico de uso prolongado de polivitamínicos deve levantar a suspeita. O fígado é o principal órgão de armazenamento, e a hepatomegalia pode ser um achado. Para residentes, é fundamental estar ciente dos riscos da suplementação vitamínica sem controle, especialmente em pediatria. O diagnóstico é clínico, e a confirmação laboratorial com dosagem de vitamina A sérica pode ser útil. O tratamento consiste na suspensão imediata da fonte de vitamina A, com boa recuperação na maioria dos casos. A educação dos pais sobre o uso seguro de suplementos é uma medida preventiva importante.
Os sinais e sintomas incluem anorexia, irritabilidade, cefaleia, vômitos, ressecamento e descamação da pele, lesões seborreicas, rachaduras nos cantos da boca (queilite), alopecia, hepatomegalia e, em casos mais graves, hipertensão intracraniana e pseudotumor cerebral.
O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história de ingestão excessiva e prolongada de vitamina A (geralmente por suplementos ou dietas ricas em fígado) e nos sintomas característicos. Níveis séricos elevados de vitamina A podem confirmar o diagnóstico, mas a história é fundamental.
A conduta inicial consiste em interromper imediatamente a ingestão de vitamina A. A maioria dos sintomas regride com a suspensão do suplemento. Em casos de hipertensão intracraniana, pode ser necessário tratamento sintomático e acompanhamento neurológico.
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